Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizam na tarde desta terça-feira (2) uma perícia no local onde o menino Bento Costa Petillo Bezze, de 12 anos, foi atingido por um tiro no peito enquanto brincava na quadra do condomínio onde morava, na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. A perícia não foi feita no dia da morte porque o menino foi levado para uma unidade hospitalar primeiro.
A família acompanha o procedimento realizado nesta tarde, depois de se despedirem do garoto no Cemitério de Inhaúma. O corpo dele foi sepultado no início da tarde desta terça-feira (2). Amigos de Bento levaram vários cartazes em homenagem ao garoto. “Bento, te amo”, “Luto por Bento” e “Nosso eterno menino” eram alguns dos dizeres.
Família abalada e sem respostas
Camila Santana, madrinha de Bento, disse que “a família está sem chão”. O grupo morava no condomínio havia 30 anos. “A gente achava que tinha segurança ali, por ser uma área fechada. Ninguém escutou tiro. A gente precisa entender de onde partiu esse disparo”, afirmou. “Não tem mais condição de a gente continuar lá. Não temos confiança nem de sentar no banco da praça”.
Investigação aponta possível origem do disparo
A Polícia Civil do RJ deve fazer nesta terça uma perícia no local do crime. Os investigadores apuram se o tiro que matou o menino partiu de uma comemoração de aniversário do chefe do tráfico da comunidade da Quitanda, na Pavuna.
Menino chegou a avisar antes de cair
Uma vizinha de Bento contou em entrevista à TV Globo que o menino chegou a avisar que havia sido atingido antes de cair no chão. "Ele sentou ao lado de uma outra amiguinha, a Lana, e do irmão dela, o Enzo, e falou: 'Bala'. As crianças acharam que ele estava brincando, porque era uma criança muito alegre", relatou Jacqueline Gomes.
Segundo Jacqueline, logo depois Bento desabou. "As crianças falaram: 'Para de brincadeira'. Mas ele não estava brincando. Minha filha e as outras amiguinhas vieram correndo e, quando chegaram, ele já estava desfalecendo", disse. Bento estava acompanhado do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que foi atingido.
Socorro e desfecho trágico
Bento chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde em São João de Meriti, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).



