Pastor lamenta morte de menino filho de missionário preso no RS
Pastor lamenta morte de menino filho de missionário preso

O pastor evangélico Carlos Roberto Vieira da Silva, que recebeu no Rio Grande do Sul a família do missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, preso preventivamente suspeito de matar o filho Oliver, de três anos, lamentou a morte da criança. O líder religioso gaúcho ofereceu alimentação à família, mobilizou autoridades para conseguir uma casa mais próxima à escola das crianças e dava caronas para a família se locomover por Viamão, onde moraram nos últimos seis meses.

Relação próxima com a família

“Eu estou triste, porque o pequenininho se agarrava na gente. Quando a gente foi levar iogurte, eles vieram todos correndo, me abraçaram, agradecendo pelo alimento”, conta o pastor. A família já era acompanhada pelo Conselho Tutelar de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, desde novembro de 2025.

Histórico de violência

A esposa de Dandre, mãe de Oliver, também foi presa nesta quinta-feira. Um relatório da prefeitura aponta que o poder público municipal recebeu alertas sobre agressões contra as crianças meses antes do crime. Além disso, a família já havia sido monitorada em São Paulo e em Santa Catarina, onde moraram. De acordo com o documento, que integra uma sindicância instaurada pelo município de Viamão, um posto de saúde notificou a rede de proteção em 4 de dezembro de 2025. A unidade médica relatou um ferimento facial significativo em uma das crianças e marcas nos braços de outra.

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Falhas na proteção

Treze dias após o alerta médico, uma assistente social foi à residência da família, no distrito de Águas Claras, mas não encontrou os moradores. O caso foi debatido em três reuniões da rede de proteção municipal, sem registro de novas intervenções até o último domingo (5), quando o menino de três anos teria sido espancado pelo pai. O prefeito de Viamão admitiu: “O Estado falhou”.

Investigação em andamento

A polícia investiga a omissão da mãe, que também foi presa. Os órgãos do menino foram doados. O missionário era suspeito de maus-tratos em três estados antes do crime fatal.

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