Pai salva filho de ataque de pitbull e abate o animal em São Carlos
Pai salva filho de ataque de pitbull e abate o animal

Um menino de 12 anos ficou gravemente ferido após ser atacado por um cão da raça pitbull em São Carlos, no interior de São Paulo. O ataque ocorreu na noite de sábado (1), no bairro Conjunto Habitacional Planalto Verde. O pai da vítima, que preferiu não se identificar, relatou que precisou abrir a boca do animal para socorrer o filho e que, por pouco, o menino não perdeu os movimentos do braço. Segundo ele, o médico disse que a mordida passou a 1 milímetro de atingir os nervos e o osso.

O ataque e o resgate

Imagens obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram o momento em que o animal ataca a vítima e, na sequência, populares tentando conter o cachorro. O menino brincava na rua a poucos metros de casa quando foi surpreendido pelo pitbull. As câmeras de monitoramento flagraram o tutor tentando puxar o cão pela coleira, sem sucesso. O animal arrastou a criança pelo chão enquanto os dois gritavam por socorro.

Um vizinho chegou com uma cadeira e a arremessou contra o cachorro, mas foi o pai da vítima quem conseguiu, com a ajuda de outras pessoas, libertar o menino. "Foi coisa de segundos. Aí eu peguei, tentei abrir a boca do cachorro [...] só que não deu tempo, a hora que eu abri a boca do cachorro, o vizinho me ajudou, todo mundo me ajudou, só que já tinha machucado muito, machucado bastante, sabe?", disse o pai.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Desespero e reação

A criança foi mordida no braço direito e ficou gravemente ferida. O pai contou que, ao ver o filho desmaiado, pensou que ele estivesse morto. "Eu fiquei desesperado, né? Por ver ele. [...] Meu amigo pegou ele sem vida bem dizer, ele tinha desmaiado, né? Eu achei que tinha matado o meu filho, fiquei sem chão". Após o ataque, o homem viu o cachorro se dirigir a outras crianças na rua e decidiu agir: "Eu entrei aqui dentro para não deixar pegar outra criança, eu fui e abati o animal, sim. [...] foi a reação no momento, não tinha o que fazer".

O pai relatou que a criança passou por uma cirurgia de emergência na Santa Casa de São Carlos. O médico teria afirmado que por pouco a mordida não atingiu nervos e osso. "Falou que por 1 milímetro teria pegado todos os nervos, pegado e arrancado o osso dele, a parte do osso do braço, ele ia perder os movimentos". O menino está em recuperação, mas precisará de fisioterapia. "Ele acorda, ele acorda chorando, gritando porque ele fala que sonha com o cachorro pegando ele de novo [...] é uma coisa que vai ficar marcada para o resto da vida da gente".

Ocorrência e investigação

A Polícia Militar foi acionada na Santa Casa, onde conversou com o pai. Ele contou que, após ouvir os gritos, correu até o local e, usando um facão, interrompeu as agressões do animal. Segundo a PM, o pai relatou que o cachorro fugiu para uma área de mata, e o tutor foi localizado posteriormente. O menino foi levado inicialmente à UPA do Cidade Aracy, mas transferido para a Santa Casa, onde deu entrada em estado grave, porém estável, com ferimento no braço.

Em nota, a Santa Casa de São Carlos informou que o paciente está internado na enfermaria pediátrica, sem previsão de alta, e seu estado de saúde é estável. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP) disse que o caso é investigado como omissão na cautela na guarda ou condução de animais no 2º Distrito Policial da cidade.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar