Pai preso por mandar matar filho por dívida de R$ 50 mil
Pai preso por mandar matar filho por dívida de R$ 50 mil

O executor do homicídio de Thaliton Henrique Dias Machado, de 28 anos, recebeu R$ 15 mil para cometer o crime, conforme revelou o delegado Thiago Escandolhero, responsável pelas investigações. O pagamento foi feito via Pix pela madrasta da vítima, Simone Viana Silva, que também foi presa. O crime ocorreu no dia 23 de janeiro, na zona rural de Trindade, Região Metropolitana de Goiânia, exatamente no dia em que o pai da vítima, Ozanan Ricardo Machado, havia prometido quitar uma dívida de R$ 50 mil.

Pagamento e execução

De acordo com a Polícia Civil, Wanderson da Silva Sousa confessou o crime e afirmou que recebeu os R$ 15 mil e uma arma de Ozanan. No entanto, após a chegada de seu advogado, o executor optou por permanecer em silêncio na delegacia. A transferência via Pix foi confirmada pelo delegado, que detalhou que o valor foi enviado por Simone para Wanderson.

A vítima trabalhava como chacareiro e foi surpreendida por tiros quando se dirigia à sua horta, falecendo no local. Segundo as investigações, Thaliton havia emprestado cerca de R$ 50 mil ao pai e começou a cobrá-lo nas semanas anteriores ao crime. Além da cobrança, Thaliton teria ameaçado denunciar à polícia que Ozanan teria matado sua mãe, Aparecida Almeida Dias, desaparecida há 20 anos em Pires do Rio, sudeste de Goiás.

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Plano criminoso

No dia do crime, Ozanan havia prometido pagar a dívida, mas, conforme a polícia, decidiu contratar alguém para matar o filho na chácara cuja localização somente ele e Simone conheciam. O delegado revelou ainda que Ozanan planejava matar também a esposa e o irmão dela. As prisões do pai, da madrasta e de Wanderson ocorreram na semana passada.

Investigação e apelo

O Grupo de Investigações Especiais (GIH) de Trindade solicita que qualquer informação sobre o desaparecimento de Aparecida Almeida Dias ou qualquer prova sobre o homicídio de Thaliton seja relatada pelo telefone (62) 98407-8403. A reportagem do g1 não localizou a defesa dos presos e não obteve retorno da Polícia Penal sobre a situação carcerária deles até a última atualização.

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