O pai do adolescente de 17 anos que foi espancado por um lutador em uma praça de Goiânia afirmou que as imagens da agressão não saem de sua mente. Em entrevista à TV Anhanguera, Frederico Lino revelou que a família já procurou apoio psicológico para o filho agredido e também para o irmão mais novo.
Família busca ajuda psicológica
Segundo Frederico, os dois filhos não foram à escola e estão sendo acompanhados por psicólogos. "As cenas ainda estão na minha mente. Não tem como. Eu tento tirar. Não tem como. As cenas são fortes", desabafou. A mãe, Vivian Pereira, contou ao g1 que o filho mais novo se sente culpado por ter organizado a partida de futebol que precedeu as agressões.
Detalhes do caso
O adolescente foi agredido na noite de 29 de maio, na Praça das Artes, no Jardim Goiás, em Goiânia. A briga começou após um desentendimento entre o jovem e o filho do lutador durante o jogo de futebol. Rafael Gomes Pereira, faixa-preta de jiu-jitsu e muay thai, foi preso em flagrante, mas liberado posteriormente. Após supostamente descumprir medidas cautelares, ele se entregou e foi preso novamente.
Reação da defesa
A defesa de Rafael, representada pelos advogados Emanuel Rodrigues e Andreia Portela, manifestou indignação com a revogação das medidas cautelares. Em nota, informaram que o lutador se apresentou voluntariamente às autoridades, embora discorde da decisão. A defesa afirmou que adotará medidas judiciais para revogar a prisão e que a decisão se baseia em relatos inverídicos.
Impacto no adolescente
Vivian Pereira relatou que o filho agredido está muito abalado e só dorme com medicação. "Ele fica o tempo todo rememorando o momento em que o lutador apareceu na quadra e começou a agredi-lo", disse. Um evento de protesto está marcado para sábado, às 10h, na Praça das Artes, organizado por praticantes de artes marciais em apoio ao adolescente e à comunidade.
Nota da defesa na íntegra
"A defesa de Rafael, por seus advogados Emanuel Rodrigues e Andreia Portela, vem a público manifestar sua indignação diante da decisão que revogou as medidas cautelares anteriormente impostas e decretou a prisão preventiva. Informa que Rafael apresentou-se voluntariamente perante as autoridades para dar cumprimento à determinação judicial, ainda que dela discorde veementemente, tanto em seu conteúdo quanto em suas conclusões. A defesa esclarece que adotará, perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), todas as medidas cabíveis para a revogação da prisão. Reafirma, ademais, que a decisão fundamenta-se em relatos inverídicos, construídos com o propósito de obstar o regular esclarecimento dos fatos, uma vez que Rafael não se aproximou das vítimas nem descumpriu qualquer das cautelares que lhe haviam sido fixadas. A defesa mantém plena confiança no Poder Judiciário e na demonstração da verdade dos fatos."



