Vinte animais exóticos, sendo 18 ouriços-pigmeus africanos e duas cobras-do-milharal, foram resgatados dentro de uma casa no bairro Alvorada, em Vila Velha, na Grande Vitória, nesta quarta-feira (17), durante a Operação Sonic, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo.
Reprodução irregular e comercialização ilegal
Segundo as autoridades, o local era utilizado para promover a reprodução irregular dos animais e, em seguida, sua comercialização sem autorização ambiental. As cobras, de origem norte-americana, eram vendidas por aproximadamente R$ 4 mil, conforme as apurações.
Para o delegado Leandro Piquet do Núcleo de Proteção aos Animais da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente, a presença de filhotes dos animais comprova a reprodução dos animais em cativeiro. A reprodução dos ouriços é permitida apenas mediante licenciamento específico. Para isso, no entanto, são obrigatórias medidas como microchipagem e castração dos exemplares, além da proibição da reprodução e comercialização sem autorização.
Apoio e destinação dos animais
A ação teve o apoio da Guarda Municipal de Vila Velha e de fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Os animais foram encaminhados à prefeitura da cidade para então serem repassados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O suspeito responderá pelo crime ambiental de manter, comercializar e criar irregularmente animais silvestres ou exóticos sem autorização da autoridade competente. A Polícia Civil também informa que "as investigações prosseguem para identificar possíveis envolvidos na cadeia de comercialização ilegal de animais exóticos na Grande Vitória".
Outra operação: mulher detida por cativeiro irregular
Em outra operação, uma mulher de 46 anos também foi detida em Vila Velha, na terça-feira (16), por manter animais silvestres em cativeiro irregular, em um imóvel no bairro Ulisses Guimarães. Na casa, foram encontrados um macaco-sagui, um coleiro, cinco agapornes, três periquitos-rei, dois tigres-d’água e um jabuti.
Segundo a Polícia Civil, todos eram mantidos sem a apresentação imediata de licença. Os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), unidade responsável pelo recebimento, identificação, avaliação, recuperação e destinação de animais silvestres oriundos de apreensões e resgates.
Já a mulher foi conduzida à autoridade policial e assinou um Termo Circunstanciado (TC) pelo crime que trata de crimes contra a fauna. "Após assumir o compromisso de comparecer em juízo quando convocada, ela foi liberada, conforme prevê a legislação", informou a Polícia Civil.



