A Operação Perfídia foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) em João Pessoa, resultando na prisão de um delegado e dois agentes da Polícia Civil, além de outros suspeitos. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), teve início em fevereiro de 2025, após a denúncia de um traficante que alegou que suas drogas foram furtadas por agentes da Polícia Civil.
O delegado Rafael Bianchi, responsável pelas investigações, explicou em entrevista coletiva que a denúncia partiu de um membro de organização criminosa. “Iniciamos as investigações a partir da denúncia de um traficante que teve suas drogas subtraídas pela equipe policial. Identificamos o denunciante como integrante de uma facção criminosa e passamos a acompanhar a rotina dos policiais”, afirmou.
A operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados. Entre os presos estão o delegado Braz Morrone, que atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), e os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”.
Segundo as investigações, a organização criminosa contava com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa “traição” ou “deslealdade”, em referência à conduta atribuída aos investigados.
Quem é o delegado preso
O delegado Braz Morrone possui mais de 20 anos de carreira na Polícia Civil e já atuou em delegacias especializadas, como a de Repressão a Entorpecentes. Atualmente, ele estava lotado na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, em João Pessoa.
Demais presos na operação
O agente Everton Rychelyson da Silva Aires é apontado como operador central da organização, fazendo a ponte entre policiais e traficantes. Já Eduardo Jorge Ferreira do Egito é investigado por participação direta na subtração de drogas, monitoramento de carregamentos com rastreadores e ocultação de entorpecentes em sua residência.
Outros presos na operação incluem:
- João Wicttor Alves de Lima
- Brendo Roberth Fernandes Sobral
- Paulo Ricardo Barbosa de Souza (“Galinha”)
- José Alexandrino de Lira Júnior (“Júnior Lira”)
- Vanessa Dantas Fernandes
- Dankennedy Vieira Brito da Silva (“Babau”)
As defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar o caso.



