Operação no Rio mira quadrilha de transporte clandestino chefiada por PM
Operação no Rio mira transporte clandestino chefiado por PM

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta sexta-feira, uma operação contra uma quadrilha suspeita de explorar o transporte intermunicipal clandestino de passageiros. O esquema, que teria um policial militar da ativa como chefe, controla linhas entre Cabo Frio, na Região dos Lagos, e a capital fluminense, obrigando motoristas a pagar taxas e fiscalizando pontos de embarque.

Alvo principal é policial militar

Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) cumprem cinco mandados de busca e apreensão em Cabo Frio e no Rio. As investigações começaram a partir de informações do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Detro-RJ), que apontam a existência de um grupo estruturado que, há anos, explora clandestinamente as linhas intermunicipais. O PM apontado como chefe do esquema é o principal alvo da operação, segundo a Polícia Civil.

Monopólio e violência

De acordo com as investigações da Draco/IE, além de coordenar o transporte clandestino, o PM seria responsável por tentar impor um monopólio da atividade na Região dos Lagos, usando sua influência para controlar pontos de embarque e a atuação dos motoristas. As apurações revelaram que o controle do transporte ilegal estaria associado a homicídios relacionados a disputas pelos pontos. Outros crimes incluem extorsão mediante cobrança de taxas ilegais, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes públicos de fiscalização, e danos qualificados.

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Divisão de tarefas e provas

Durante as investigações, foram reunidos depoimentos de motoristas, fiscais, policiais e testemunhas, além de registros fotográficos, vídeos e comprovantes de movimentações financeiras. Os investigadores descobriram que o bando atua com divisão de tarefas entre administradores, captadores de passageiros (chamados de "papagaios"), motoristas e responsáveis pelos pontos de embarque. Os mandados de busca e apreensão visam localizar celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas e valores para aprofundar as investigações e identificar outros envolvidos.

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