A megaoperação do Ministério Público de Santa Catarina contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrada nesta quarta-feira (1º), resultou na prisão de três pessoas nas cidades de Mogi Guaçu e Hortolândia, no interior de São Paulo. Um dos presos, Reginaldo Heleno de Souza, era o responsável por fornecer alimentos e outros suprimentos para mulheres ligadas à facção que estão presas em todo o Brasil, segundo a Polícia Militar.
Função de apoio logístico
De acordo com o 1º tenente Luiz Vinícius Silva Almeida, do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), Reginaldo exercia uma função de apoio, prestando assistência às mulheres do PCC que estavam presas e também aos familiares delas. O investigado foi preso em sua residência durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
Operação Coluna Sul
A ação faz parte da Operação Coluna Sul, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com apoio do 1º Baep. A operação ocorre simultaneamente em seis estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Segundo o MP, os suspeitos são investigados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
Prisões em Mogi Guaçu e Hortolândia
Na região de Campinas, foram cumpridos dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, conforme o Baep. Em Mogi Guaçu, Reginaldo foi preso, e durante a ação, um cunhado dele foi detido em flagrante por porte ilegal de arma. Em Hortolândia, o outro alvo da operação não foi encontrado no endereço informado, mas, a partir da placa do veículo que utilizava, foi localizado e preso em Guarulhos.
Defesa questiona prisão
A defesa de Reginaldo, representada pelos advogados Leonardo Leitão e Hamilton Tavares, afirmou que ainda não teve acesso integral à investigação e questionou a necessidade da prisão temporária. Em nota, os advogados destacaram que o procedimento investigatório possui distribuição datada de 2025, o que, em análise preliminar, suscita questionamentos quanto à contemporaneidade dos fundamentos para a decretação da prisão. Eles ressaltaram que a prisão cautelar é medida excepcional e que adotarão todas as medidas judiciais cabíveis para garantir o direito de defesa e a presunção de inocência. Sobre o cunhado preso em flagrante, os advogados informaram que ele foi liberado por não ser o proprietário da arma.



