Operação desmonta transporte ilegal entre Cabo Frio e Rio; PM é chefe
Operação desmonta transporte ilegal entre Cabo Frio e Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira uma operação para desarticular uma quadrilha suspeita de explorar transporte clandestino intermunicipal entre Cabo Frio, na Região dos Lagos, e a capital fluminense. De acordo com as investigações, um policial militar seria o chefe do esquema criminoso.

Esquema ilegal de transporte

Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração e Ordem Tributária (Draco/IE), a organização atuava há pelo menos dois anos, realizando a cobrança de taxas de motoristas e controlando os pontos de embarque e desembarque. As linhas clandestinas operavam sem qualquer autorização do poder público, oferecendo serviços de transporte alternativo entre as duas cidades.

As apurações indicam que o grupo cobrava valores que variavam entre R$ 10 e R$ 20 por passageiro, além de taxas fixas dos motoristas para manter o controle das rotas. A estimativa é que a quadrilha movimentava cerca de R$ 500 mil por mês com a atividade ilegal.

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Operação e apreensões

A operação, batizada de 'Linha Fantasma', cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, incluindo residências e pontos de embarque. Os agentes apreenderam celulares, documentos e registros financeiros que devem ajudar a aprofundar as investigações.

De acordo com o delegado responsável, a participação do policial militar no esquema foi identificada após meses de monitoramento. "Ele seria o responsável por organizar a logística e garantir a impunidade do grupo", afirmou o delegado, que não teve o nome divulgado.

Impacto e próximos passos

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e desmantelar completamente a organização. A ação visa também coibir a prática de transporte ilegal, que representa riscos à segurança dos passageiros e concorrência desleal com o transporte regular.

Até o momento, ninguém foi preso, mas os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, exploração de transporte clandestino e, no caso do PM, por improbidade administrativa.

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