Operação contra bingos ilegais em MT cumpre 17 ordens judiciais
Operação contra bingos ilegais em MT cumpre 17 ordens

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira (10) a Operação Adsumus, que desarticulou um esquema criminoso de lavagem de dinheiro por meio de bingos e jogos de azar. Foram cumpridas 17 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis.

Detalhes da operação

A ação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva. As medidas também incluíram a quebra de sigilo bancário, o bloqueio de valores e a suspensão das atividades econômicas de uma empresa investigada. Os alvos estão nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

Segundo a investigação, o estabelecimento comercial em Rondonópolis funcionava como ponto fixo para a realização de bingos ilegais controlados pela organização criminosa. No local também eram promovidos eventos e shows. A apuração identificou ainda movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos responsáveis.

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Materiais apreendidos

Com a decisão judicial, o local foi interditado, as atividades econômicas e financeiras da empresa foram suspensas e máquinas de bingo, de caça-prêmios e outros equipamentos utilizados na exploração dos jogos foram apreendidos. Os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, fraude processual, falsidade ideológica, posse irregular de arma de fogo e facilitação da entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais.

Origem das investigações

As investigações tiveram início após um roubo seguido de incêndio em uma padaria no bairro São Sebastião, em Rondonópolis, ocorrido em fevereiro deste ano. Durante a apuração do caso, a polícia apreendeu um celular ligado a um dos suspeitos do crime. Os dois investigados pelo ataque tiveram a prisão preventiva decretada e, meses depois, foram localizados pela Polícia Rodoviária Federal enquanto viajavam em um ônibus interestadual de Cuiabá para o Rio de Janeiro utilizando documentos falsos.

Os celulares apreendidos com a dupla foram encaminhados à Derf. A análise do conteúdo dos aparelhos revelou a existência de uma célula da facção com atuação em diferentes municípios de Mato Grosso. Conforme a Polícia Civil, o grupo também é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Medidas judiciais e continuidade

As determinações judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf). As diligências continuam para concluir o inquérito e promover o indiciamento dos envolvidos.

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