A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Backchannel para investigar o vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais realizadas em um condomínio residencial de Cuiabá. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão para identificar os responsáveis por acessar, registrar e compartilhar dados que poderiam ter comprometido o andamento das investigações.
Vazamento em menos de 24 horas
De acordo com a investigação, menos de 24 horas após uma diligência sigilosa, pessoas ligadas aos investigados teriam sido avisadas sobre a presença da equipe policial no condomínio. Ainda segundo a polícia, uma imagem de um policial civil, captada pelo sistema interno de videomonitoramento do residencial, foi compartilhada em grupos de WhatsApp. As apurações indicam que a informação teria sido repassada por funcionários e intermediários até chegar a familiares de pessoas investigadas por suposta ligação com uma organização criminosa.
Alvos não encontrados em operação posterior
Também é apontado que, dias depois, durante outra operação policial, vários alvos não foram encontrados. Para a polícia, isso reforça a suspeita de que detalhes sobre as diligências foram antecipados aos investigados, dificultando o cumprimento das ordens judiciais.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, em Cuiabá. A apuração é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).



