Fisiculturista é preso após novas acusações de agressão contra ex em Uberlândia
Novas acusações de agressão contra fisiculturista em Uberlândia

O fisiculturista Anderson Leite de Miranda, de 30 anos, voltou a ser alvo de acusações de violência contra a ex-companheira Bárbara Carrijo Lasmar Lobo Silva, de 29, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Preso desde 24 de julho no Presídio Professor Jacy de Assis, ele já havia sido detido em março por agredir a mesma vítima, mas foi solto dois dias depois. O novo registro policial, feito em 15 de julho, detalha agressões físicas e psicológicas, incluindo a humilhação de obrigar Bárbara a ficar ajoelhada no chão na presença da filha do casal, além de ameaças de morte e tentativas de manipulação para que ela retirasse as medidas protetivas.

Contexto das agressões e tentativas de contato

De acordo com o boletim de ocorrência, Bárbara procurou a Polícia Militar (PM) em 15 de julho para relatar que Anderson continuava tentando manter contato com ela, mesmo após a concessão de medidas protetivas. Segundo a vítima, Anderson usava a filha do casal e a manipulação emocional para tentar se aproximar. Ela também relatou ter sido ameaçada com a divulgação de vídeos íntimos e com a exposição do fato de que havia descumprido anteriormente a medida protetiva ao aceitar encontrá-lo. O objetivo de Anderson, conforme Bárbara, era convencê-la a retirar as medidas protetivas e desacreditar sua versão perante as autoridades, fazendo parecer que a reaproximação partia dela.

Ciclo de violência e dependência emocional

Bárbara afirmou ainda ter um laudo psicológico que aponta um quadro compatível com dependência emocional decorrente do ciclo de violência doméstica. Segundo ela, a condição ajuda a explicar a dificuldade em romper definitivamente o vínculo com Anderson. A vítima também bloqueava o ex-namorado nas redes sociais e aplicativos de mensagens, mas ele criava perfis falsos e usava outros meios para continuar insistindo na reaproximação.

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Episódio de humilhação na frente da filha

Conforme o boletim de ocorrência, em 28 de junho, Anderson convenceu Bárbara, após insistentes tentativas de contato, a ir até a casa dele. No local, segundo ela, sofreu agressões físicas e psicológicas. Durante as agressões, Anderson a obrigou a permanecer ajoelhada no chão, em uma posição que ela descreveu como degradante, e também fez gestos e a obrigou a adotar outras condutas humilhantes. A cena ocorreu na presença da filha do casal. Um vizinho acionou a PM durante o episódio, mas Bárbara contou que, ao perceber a chegada dos policiais, Anderson a ameaçou de morte caso ela saísse da casa ou contasse sobre as agressões. Por medo, ela permaneceu em silêncio naquele momento. Bárbara afirmou ainda que recebia ameaças de morte com frequência, principalmente quando tentava interromper o contato com o ex-companheiro.

Histórico da primeira prisão e nova detenção

O caso ganhou repercussão após Anderson ser preso em flagrante em março, em uma academia no bairro Alto Umuarama, em Uberlândia, suspeito de agredir Bárbara com socos, tapas e chutes. Na ocasião, ela relatou à PM que sofria violência recorrente. Inicialmente, o fisiculturista obteve liberdade provisória em audiência de custódia, com a obrigação de cumprir medidas protetivas. No entanto, após as novas denúncias, a Justiça determinou sua prisão em 24 de julho. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Anderson está preso no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia. O g1 tenta localizar a defesa do fisiculturista.

Planos da vítima para reconstruir a vida

Segundo Bárbara, o objetivo agora é recuperar a saúde emocional, romper definitivamente o ciclo de violência e mudar de casa para reconstruir a vida com segurança. Ela também busca fortalecer as medidas protetivas e evitar qualquer contato com o ex-companheiro.

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