Mulher trans é espancada com pauladas e chutes em Itatinga; 3 suspeitos identificados
Mulher trans espancada em Itatinga; 3 suspeitos identificados

Uma mulher trans de 33 anos foi brutalmente espancada por um grupo com chutes e golpes de madeira na madrugada de 11 de julho em Itatinga, interior de São Paulo. O crime, registrado em vídeo, ganhou repercussão após a divulgação das imagens. Nesta sexta-feira (24), a Polícia Civil informou que identificou três dos quatro agressores: dois homens, de 18 e 20 anos, e duas mulheres, uma de 24 anos e outra com idade não divulgada. A polícia representou pela prisão dos suspeitos e aguarda decisão judicial. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Discussão por cerveja desencadeia violência

Segundo as investigações, a agressão começou após um desentendimento por causa de uma cerveja. Em depoimento à polícia, a vítima contou que estava com amigos em uma pista de skate depois de sair de um evento quando um homem desconhecido retirou uma cerveja de seu fardo sem autorização. Ao reclamar, um dos suspeitos disse que também pegaria uma bebida. A discussão evoluiu para uma luta corporal e, em seguida, os outros suspeitos passaram a agredir a vítima.

Um vídeo obtido pelo g1 mostra a vítima caída no chão enquanto é cercada pelo grupo e atingida com golpes de pedaços de madeira e chutes na cabeça e em outras partes do corpo. As agressões só terminaram após a intervenção de uma testemunha, que impediu que um dos suspeitos desferisse um golpe de madeira contra a cabeça da vítima.

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Homofobia e intolerância religiosa

Durante o espancamento, os suspeitos também fizeram ameaças de morte e proferiram ofensas homofóbicas, segundo o depoimento da vítima. Ela afirmou ainda que duas guias religiosas utilizadas em sua prática de quimbanda foram quebradas propositalmente durante as agressões. Um dos suspeitos fez comentários preconceituosos sobre sua religião, configurando intolerância religiosa.

O caso é investigado como tentativa de homicídio, injúria qualificada por preconceito em razão da orientação sexual e intolerância religiosa. O inquérito segue em andamento e outras infrações penais ainda podem ser incluídas. A polícia aguarda a decisão da Justiça para efetuar as prisões.

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