Uma mulher pulou de uma moto em movimento para se salvar após ser espancada e estuprada em Nova Crixás, região norte de Goiás, conforme informou a Polícia Militar. O caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (8).
Relato da vítima
Segundo o capitão Renato Ribeiro, da PM, a mulher relatou que levou coronhadas na cabeça e socos no rosto. Ela conhecia o suspeito apenas de vista e saíram juntos naquela noite. O homem a levou para uma chácara na zona rural, onde ela se recusou a ter relações sexuais. "Ele chegou nessa chácara e queria ter relações sexuais com ela, e ela não aceitou. Foi quando ocorreram as agressões e o estupro", afirmou o capitão.
Durante as agressões, a vítima conseguiu pegar o celular e enviar sua localização para familiares. O suspeito percebeu e intensificou as agressões. "Ele me bateu muito, me estuprou e pegou uma arma e batia na minha cabeça, me chutava no chão. Ele é muito mau, foi desumano comigo", disse a mulher em entrevista à TV Anhanguera. Ela também afirmou que o homem a ameaçou de morte, dizendo que mataria ela e sua família se ela contasse sobre o crime.
Fuga e resgate
Após as agressões, o suspeito disse que a levaria para a casa dele. Durante o trajeto, a mulher decidiu pular da moto em movimento para se salvar. Na queda, ela machucou os pés. Um motorista de um Voyage branco a encontrou ensanguentada no chão, pedindo socorro, e a levou para o Hospital Municipal de Nova Crixás. "Se ela não tivesse pulado da motocicleta, era perigoso ela ter morrido", disse o capitão Ribeiro.
Confronto e morte do suspeito
A polícia foi acionada por um enfermeiro do hospital. A vítima informou que o suspeito estava em uma moto azul. Após cerca de 30 minutos de buscas, o homem foi localizado. A polícia deu sinal de parada, mas ele não obedeceu e seguiu para o barracão onde morava. "Ele desembarcou no barracão, que era dele, e saiu já efetuando disparos na viatura e nos policiais. Foi nesse momento que os policiais atiraram, revidando a injusta agressão, atingindo esse autor, que morreu no local", contou o capitão.
De acordo com a PM, o suspeito tinha passagens por homicídio e tráfico, e estava na cadeia há menos de três meses. A mulher teve alta hospitalar após dois dias, mas segue em acompanhamento médico. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para verificar se o caso é investigado, mas não obteve retorno até a última atualização.



