Uma mulher de 44 anos foi morta a facadas na tarde desta quinta-feira (30) em Araguaína, município localizado no norte do Tocantins. O crime ocorreu em via pública, segundo informações da Polícia Militar (PM). A corporação foi acionada por volta das 14h30 e, ao chegar ao local, encontrou a vítima já sem vida, com múltiplos ferimentos provocados por arma branca.
Principal suspeito é ex-companheiro que não aceitava separação
De acordo com a PM, o principal suspeito do feminicídio é o ex-companheiro da mulher. Testemunhas relataram aos policiais que o homem não aceitava o fim do relacionamento e vinha ameaçando a vítima nos últimos dias. Após o ataque, ele fugiu do local tomando rumo ignorado. Até o momento, o nome do suspeito não foi divulgado oficialmente, o que impediu a reportagem de localizar sua defesa. A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) foi contatada, mas não respondeu até a última atualização.
Buscas em andamento e perícia no local
Equipes da Polícia Militar realizam buscas na região para localizar o suspeito. O Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína foi acionado para recolher o corpo, que passará por exames de necropsia antes de ser liberado aos familiares. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. A área onde ocorreu o crime foi isolada para perícia.
Tocantins registra aumento alarmante de feminicídios
O caso ocorre em meio a um cenário preocupante no estado. Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Tocantins registrou um aumento de 52,8% no número de feminicídios em 2023, em comparação com o ano anterior. O estado também apresentou crescimento nas taxas de violência doméstica. Dados da SSP mostram que muitas dessas mortes são cometidas por parceiros ou ex-parceiros, frequentemente após o término do relacionamento.
Contexto nacional e medidas de prevenção
Especialistas apontam que a recusa em aceitar o fim da relação é um dos principais fatores de risco para feminicídios. A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) prevê medidas protetivas para vítimas de violência doméstica, mas a eficácia depende da notificação prévia e do monitoramento. Em Araguaína, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) oferece acolhimento e orientação. A Polícia Militar reforça a importância de denúncias pelo número 190 em caso de emergência.
A vítima ainda não foi identificada oficialmente pela polícia, aguardando confirmação dos familiares. O corpo permanece no IML para os procedimentos legais.



