A família de Felicea Williams, de 42 anos, anunciou que processará as autoridades de Evanston, Illinois, por homicídio culposo após a morte da mulher, ocorrida cinco meses depois de ela entrar em coma devido a uma abordagem policial. Williams sofreu uma parada cardíaca durante a imobilização, o que causou danos cerebrais irreversíveis.
Detalhes do incidente
Segundo relatos, policiais foram chamados para atender uma ocorrência envolvendo Williams, que tinha histórico de problemas psiquiátricos. Durante a abordagem, os agentes utilizaram força para imobilizá-la, resultando em uma grave lesão cerebral. A versão oficial da polícia defende que a força empregada foi justificada, mas a família contesta veementemente, alegando uso excessivo de força.
Felicea permaneceu cinco meses em coma até falecer no último mês. O advogado da família, em entrevista à imprensa local, afirmou: "A morte de Felicea foi evitável. Os policiais não seguiram os protocolos adequados para lidar com pessoas em crise de saúde mental."
Reação da comunidade e próximos passos
O caso gerou comoção na comunidade de Evanston, com protestos pedindo justiça. A família já contratou um escritório de advocacia para mover a ação contra a cidade e os policiais envolvidos. A prefeitura, por meio de nota, declarou que "as investigações internas estão em andamento" e que "a força utilizada foi dentro dos parâmetros legais".
Este é mais um episódio que reacende o debate sobre o uso da força policial nos Estados Unidos, especialmente contra pessoas com transtornos mentais. Dados do The Washington Post indicam que, em 2025, mais de 1.000 pessoas foram mortas por policiais no país, sendo que cerca de 25% delas apresentavam algum problema de saúde mental.



