A família de Daiely Pereira da Conceição, de 30 anos, recebeu 'com muita dor' a notícia de seu assassinato nesta sexta-feira (10), em São João da Baliza, no Sul de Roraima. O relato é do primo da vítima, Genival Pereira de Araújo. O companheiro de Daiely, Ronivaldo Silva de Sousa, de 31 anos, foi preso como principal suspeito do crime.
Crime bárbaro e dor da família
Em entrevista à Rede Amazônica, Genival disse que toda a família está abalada, principalmente porque o principal suspeito é o próprio companheiro de Daiely, que era mãe de três crianças. 'A gente recebeu [a notícia] com bastante crueldade, com muita dor, com muita tristeza, por saber que a fúria de um homem fez um crime bárbaro desse', afirmou.
Detalhes do crime
A vítima foi encontrada desmaiada após ser agredida pelo parceiro, segundo testemunhas relataram à Polícia Militar. Daiely foi levada ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil ainda não divulgou a causa da morte da vítima nem o que ocorreu com o suspeito na delegacia.
Apelo por proteção às mulheres
O primo fez um apelo por mais proteção às mulheres vítimas de violência. Segundo ele, a família sabia que Daiely já havia denunciado agressões cometidas pelo companheiro. Ele também pediu que homens respeitem o fim dos relacionamentos. 'O relacionamento começa e termina, mas ele não pode terminar de forma trágica. O nosso apelo é que tenha mais paz, mais amor e não violência', afirmou.
Prisão do suspeito
O companheiro de Daiely foi preso após a polícia receber informações de que ele estava escondido nas proximidades do cemitério municipal. Ao perceber a chegada da viatura da PM, o suspeito tentou fugir pulando muros de casas próximas. A polícia cercou o quarteirão para impedir a fuga. Os agentes localizaram o homem dentro de uma casa abandonada após ouvirem latidos de cachorros. Segundo a PM, ele segurava uma pá e tentou resistir à prisão, mas foi contido e levado para a delegacia. Antes de ser preso, o suspeito teria ido até a casa de um conhecido pedir ajuda para se esconder. Conforme o relato da polícia, ele confessou à testemunha que havia matado a companheira. O caso foi registrado como feminicídio.
Histórico de violência
Durante a prisão, a polícia consultou o sistema de segurança e confirmou que o homem já tinha um registro anterior por ameaçar Daiely. Em abril de 2025, ela havia acionado a polícia após o companheiro ameaçá-la de morte. Naquela ocasião, ele ficou furioso porque a vítima tentou impedi-lo de sair em uma motocicleta, já que ele estava embriagado. Ronivaldo também desobedeceu aos comandos dos policiais e precisou ser algemado e levado para a delegacia.



