O Ministério Público denunciou o vice-prefeito de Colina (SP), Rafael Corrêa Rodrigues (PP), por homicídio qualificado pela morte do professor de jiu-jitsu Marcos Aurélio Abe, de 45 anos. O crime ocorreu em 8 de março, quando Marcos Aurélio foi baleado durante uma discussão em frente à casa do vice-prefeito. Ele morreu oito dias depois, em 14 de março.
Processo sob segredo de Justiça
Procurado pelo g1, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo informou que o processo tramita sob segredo de Justiça e, por isso, não forneceu detalhes. A defesa de Rafael afirmou nesta segunda-feira (13) que ele ainda não é réu, pois o juiz ainda não recebeu a denúncia. Quando isso ocorrer, segundo a defesa, Rafael enfrentará o processo de cabeça erguida.
Defesa alega cooperação
Em nota, a defesa declarou: "A gente vai enfrentá-la, obviamente, de cabeça erguida. Rafael, desde o primeiro momento, se colocou de maneira muito solidária ao sentimento de luto da família, ele se apresentou espontaneamente, apresentou a arma. Ele não colocou qualquer empecilho à investigação. Tanto é assim, que foi feita uma reconstituição lá na residência do Rafael. Agora temos uma amplitude maior para poder trabalhar e espero que a Justiça seja feita."
Detalhes do crime
O advogado e professor de jiu-jitsu Marcos Aurélio Abe morreu no dia 14 de março, após permanecer internado na Santa Casa de Barretos (SP) desde o dia 8 de março, quando foi baleado em frente à casa do vice-prefeito, no Jardim Universal, em Colina. Segundo o boletim de ocorrência, Marcos Aurélio chegou ao bairro em um carro branco e portando uma arma falsa. Houve uma discussão entre eles, e o vice-prefeito disparou um tiro que atingiu o tórax do professor, perfurando o pulmão. Com ajuda de populares, a vítima foi levada ao pronto-socorro de Colina e, devido à gravidade, transferida para a Santa Casa de Barretos, onde não resistiu.
Legítima defesa e liberdade
Durante as investigações da Polícia Civil, o vice-prefeito alegou ter agido em legítima defesa. Ele responde ao processo em liberdade. O julgamento ainda não tem data marcada.



