Morte em rope jump: MP reforça fiscalização em São Paulo
Morte em rope jump: MP reforça fiscalização em SP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) anunciou a intensificação da fiscalização sobre a prática de rope jump no estado, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues durante um salto em Limeira, interior paulista. A atividade, que consiste em saltar de uma altura com cordas elásticas, não possui regulamentação técnica específica no Brasil, o que tem gerado preocupação entre autoridades e consumidores.

Força-tarefa reúne órgãos estaduais

Uma força-tarefa foi criada para ampliar o controle sobre o rope jump, envolvendo órgãos como a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária. O objetivo é estabelecer diretrizes claras para a investigação de acidentes e a proteção dos consumidores. De acordo com o MPSP, a falta de normas técnicas torna essencial uma atuação coordenada entre diferentes entidades para prevenir novas tragédias.

“A morte da Maria Eduarda expõe uma lacuna grave na regulamentação de atividades de aventura no Brasil. Precisamos agir rápido para evitar que outros jovens percam a vida em situações semelhantes”, afirmou o promotor responsável pela investigação.

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Acidente em Limeira

Maria Eduarda Rodrigues, de 18 anos, faleceu no dia 15 de junho de 2026, após ser lançada em um salto de rope jump sem estar conectada às cordas de segurança. O acidente ocorreu em uma área particular na zona rural de Limeira. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é arremessada ao vazio, sem qualquer equipamento de proteção.

Três instrutores foram presos preventivamente, acusados de homicídio com dolo eventual – quando assumem o risco de matar. Outros membros da equipe respondem por fraude processual, por supostamente terem alterado a cena do acidente antes da chegada da polícia.

Falta de regulamentação

O rope jump não é regulamentado por nenhuma norma técnica brasileira, diferentemente de atividades como o bungee jump, que segue padrões internacionais. A ausência de regras específicas permite que empresas atuem sem fiscalização adequada, colocando em risco a vida dos participantes.

“A situação é alarmante. Sem regulamentação, qualquer pessoa pode montar um equipamento e cobrar por saltos, sem garantia de segurança mínima”, destacou o promotor. O MPSP espera que a força-tarefa sirva de modelo para outros estados e pressione o governo federal a criar uma legislação específica.

Próximos passos

O documento elaborado pela força-tarefa estabelece procedimentos padronizados para a investigação de acidentes, incluindo a coleta de provas técnicas e a oitiva de testemunhas. Além disso, recomenda que os municípios exijam alvarás e laudos de segurança para a realização de atividades de aventura.

Enquanto isso, a família de Maria Eduarda aguarda o andamento do processo judicial. O caso gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre a segurança em esportes radicais no país.

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