Polícia investiga morte de mulher encontrada sob passarela em Rio Grande da Serra
Morte de mulher sob passarela em Rio Grande da Serra é investigada

A Polícia Civil investiga a morte de Monize Carolina Souza dos Santos, de 31 anos, encontrada na manhã de terça-feira (21) embaixo da passarela sobre a linha férrea da CPTM, no Centro de Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo. A vítima, que deixa uma filha de 2 anos, foi localizada com indícios de que o corpo havia sido arrastado por cerca de cinco metros, com vestígios de sangue ao longo do percurso.

Circunstâncias do achado

A ocorrência foi inicialmente comunicada à Polícia Militar como um possível atropelamento por composição ferroviária. No entanto, os investigadores aguardam laudos periciais para determinar se a jovem foi atropelada por um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ou da MRS, empresa de logística que também opera nas linhas da CPTM. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte e informou que Monize apresentava um ferimento na região posterior da orelha.

Investigação e perícia

A Polícia Científica realizou a perícia no local, e a Polícia Civil requisitou exames necroscópico e toxicológico para esclarecer a causa e a dinâmica da morte. Segundo o boletim de ocorrência, ao lado do corpo foi encontrada uma garrafa de água contendo documentos pessoais da vítima, entre eles o Registro Geral (RG), a Carteira de Trabalho (CTPS) e um extrato bancário, o que permitiu sua identificação.

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Contexto e antecedentes

De acordo com a Polícia Civil, nas proximidades do local onde o corpo foi encontrado existe um ponto conhecido pelo comércio ilegal de drogas. Conforme informações obtidas pelos policiais, há também a possibilidade de a vítima ter passado pelo local, já que era conhecida no meio policial do município como usuária de substâncias entorpecentes e possuía registros anteriores de ocorrências.

Depoimento da família

Durante as investigações, os policiais localizaram um boletim de desaparecimento registrado anteriormente em nome de Monize e foram até o endereço informado, onde fizeram contato com a irmã da vítima. Em depoimento, ela confirmou que Monize enfrentava dependência química, havia sido internada em uma clínica de reabilitação cerca de um mês antes, mas abandonou o tratamento por vontade própria. A familiar afirmou ainda que, apesar de ter deixado o convívio familiar, Monize costumava retornar para casa após alguns dias.

Registro e andamento

O caso foi registrado como morte suspeita, com dúvida razoável quanto à possibilidade de suicídio, e como encontro de pessoa. A investigação está a cargo da Delegacia de Polícia de Rio Grande da Serra, que aguardará o resultado das perícias para esclarecer as circunstâncias da morte. A CPTM foi procurada para comentar o ocorrido, mas ainda não retornou.

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