A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta quinta-feira (16) uma operação contra dois homens suspeitos de integrar uma milícia que utilizava fardas falsas da própria corporação para praticar crimes. A ação ocorre em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense, onde agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão.
Investigação começou com imagens de suspeitos armados
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após a circulação de imagens de câmeras de segurança que flagraram homens armados vestindo uniformes falsos da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE). As gravações mostravam os suspeitos atuando como se fossem policiais, o que levantou a suspeita de que estariam ligados a uma milícia que opera na região.
Um dos alvos da operação já havia sido preso em 2025, mas acabou sendo solto e voltou a ser investigado por envolvimento com a organização criminosa. O outro suspeito está foragido desde 2024, quando um mandado de prisão foi expedido contra ele por crimes anteriores.
Milícia usava uniformes falsos para intimidar moradores
Segundo as autoridades, a milícia utilizava os uniformes falsos da Polícia Civil para intimidar moradores e comerciantes da região de Campo Grande, além de praticar extorsões e outros delitos. A estratégia de se passar por policiais dificultava a identificação dos criminosos e aumentava o poder de coerção sobre as vítimas.
“O uso de fardas falsas é uma prática comum em milícias, pois confere uma aparência de legalidade e autoridade, facilitando a cobrança de taxas ilegais e a imposição de regras paralelas”, explicou um investigador envolvido no caso, que preferiu não se identificar.
Operação cumpre mandados e busca apreender provas
Na operação desta quinta, os agentes cumprem mandados de prisão preventiva contra os dois investigados, além de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a eles. O objetivo é coletar mais provas sobre a atuação da milícia e apreender armas, munições, documentos e outros materiais que possam ajudar nas investigações.
A Polícia Civil não descarta a possibilidade de novas prisões nos próximos dias, à medida que as investigações avançam. A corporação também investiga se os uniformes falsos foram confeccionados sob encomenda ou se foram obtidos por meio de corrupção de agentes públicos.
Até o momento, não há informações sobre a localização exata dos suspeitos ou se eles já foram presos. A operação segue em andamento na região de Campo Grande.



