A MGC-418 permaneceu totalmente interditada nos dois sentidos após o tombamento de uma carreta bitrem carregada com etanol, a cerca de oito quilômetros de Teófilo Otoni. Além do bloqueio da rodovia, parte da carga vazou para um córrego às margens da pista, mobilizando equipes da Polícia Militar Rodoviária, da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA), vinculado à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam).
Risco de explosão exigiu atuação do NEA
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o derramamento de etanol exigiu a atuação do NEA antes que a pista pudesse ser liberada, já que o produto oferecia risco de explosão. "Considerando que houve o derramamento do produto na via, é necessário o comparecimento da equipe do NEA para análise, porque há risco de explosões. Havendo centelhas nas proximidades, isso pode colocar em risco os usuários da via", explicou a policial Nayanny Ramalho.
A polícia informou que a rodovia permaneceria interditada até a conclusão das análises e dos trabalhos das equipes responsáveis. "Infelizmente, o trecho segue totalmente interditado. A equipe já se deslocou para o local para realizar a análise e posterior liberação da via", disse Nayanny Ramalho.
Vazamento atingiu córrego e causou danos ambientais
Parte do etanol escorreu para um córrego localizado às margens da rodovia. Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, a primeira avaliação foi feita para dimensionar os impactos provocados pelo vazamento. "Foi constatado que houve o vazamento da carga transportada pela empresa e ela foi derramada em um córrego ao lado da rodovia. A princípio, estamos avaliando a dimensão desse dano", informou Samuel Pinheiro Leal.
O militar disse que o NEA seria acionado para acompanhar a ocorrência. Segundo ele, a empresa responsável deverá providenciar o transbordo da carga, a retirada da carreta e as medidas necessárias para minimizar os danos ao meio ambiente. "Eles terão que providenciar o transbordo da carga, a retirada do veículo e o que vão fazer para minimizar os danos provocados ao meio ambiente", acrescentou Samuel Pinheiro Leal.
Questionado sobre possíveis sanções, o policial afirmou que a empresa será autuada, mesmo que o acidente não tenha sido intencional. "Independentemente do dolo ou da culpa, vamos lavrar um auto de infração, tendo em vista que o meio ambiente sofreu dano", disse.
Rotas alternativas e recomendações
A Polícia Militar Rodoviária informou que não havia previsão para a liberação da rodovia. Existiam duas rotas alternativas, mas apenas para veículos de pequeno porte. Como as estradas são vicinais e de terra e havia chovido nos dias anteriores, a orientação era que esses caminhos fossem utilizados apenas em casos de necessidade e por motoristas que conhecessem o trajeto. "Há duas rotas alternativas, mas apenas para automóveis. Reforçamos que esses deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade".
A policial também alertou para os riscos enfrentados pelos motoristas que optassem pelos desvios. "Estamos em período chuvoso e não conseguimos manter policiais no local para fazer o controle do tráfego. Como são estradas vicinais, o condutor pode ficar perdido, não há sinal de celular em alguns trechos e pode haver fechamento da via na zona rural. Por isso, reforçamos que essas rotas sejam utilizadas apenas por quem conhece o trecho", orientou a militar.
Congestionamento e impactos
A interdição da MGC-418 provocou um longo congestionamento, que chegou à entrada de Teófilo Otoni. Carros de passeio, ônibus e caminhões ficaram parados à espera da liberação da rodovia. Motoristas relataram demora na viagem e falta de estrutura durante a espera.



