Estudo: metade dos roubos de veículos no Rio ocorre em 4,3% do território
Metade dos roubos de veículos no Rio em 4,3% da área

Um estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgado nesta terça-feira revela que metade dos roubos e furtos de veículos na cidade do Rio de Janeiro ocorre em apenas 4,3% do território do município. Em 2022, foram registrados 22.598 incidentes na capital fluminense, segundo dados oficiais.

Concentração ainda maior em Duque de Caxias

Na região metropolitana, a concentração é ainda mais acentuada. Em Duque de Caxias, 50% dos roubos e furtos de veículos acontecem em apenas 2,6% da área do município. O estudo aponta que as áreas de maior incidência são controladas por facções criminosas, o que facilita a rápida desova dos veículos.

De acordo com o ISP, a recuperação dos automóveis é ágil: 80% dos veículos roubados são encontrados em apenas cinco municípios, principalmente em regiões dominadas por grupos criminosos. O levantamento considera tanto carros quanto motos.

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Metodologia e dados

A pesquisa cruzou registros de ocorrências policiais com dados georreferenciados para mapear os pontos críticos. O ISP destacou que a alta concentração em pequenas áreas permite direcionar operações de segurança de forma mais eficiente. “Os números mostram que não se trata de um problema difuso, mas de focos específicos onde a ação criminosa se repete”, afirmou o diretor do instituto, em nota.

Em 2022, a capital fluminense registrou uma média de 62 roubos ou furtos de veículos por dia. A Avenida Brasil, na Zona Norte, é um dos locais com maior incidência, conforme imagens de câmeras de segurança frequentemente mostram motoristas sendo abordados por criminosos.

Impacto na segurança pública

O estudo reforça a necessidade de políticas de segurança focadas em territórios específicos. Para especialistas, a concentração em áreas controladas por facções exige integração entre forças policiais e inteligência. A rápida recuperação dos veículos, embora positiva, indica que o crime organizado utiliza esses bens para abastecer mercados ilegais ou cometer outros delitos.

O ISP recomenda o aumento do policiamento ostensivo nos pontos críticos e a instalação de mais câmeras de monitoramento. A Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que já utiliza os dados do estudo para planejar operações.

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