Uma mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente (SP) após denunciar que sua filha, de seis anos, foi agredida por um colega de sala em uma escola da cidade. O caso, que teria começado em março, ganhou repercussão nesta semana.
Relato da mãe
Segundo a mãe, as agressões são cometidas pelo mesmo aluno desde março. Ela percebeu a situação quando a filha apresentou marcas roxas pelo corpo e após bilhetes enviados pelos professores na agenda escolar. "A escola alega que está tomando providências, mas tudo permanece igual. Minha filha, assim como os demais alunos, está traumatizada devido às agressões", lamenta.
A mãe também relata que a menina apresenta atraso na aprendizagem por causa do ocorrido, já que o aluno denunciado estuda na mesma sala.
Suposta negligência
Além das agressões, a mulher reclama de negligência por parte da escola. "Tentaram esconder algumas ocorrências. Tenho documentos que comprovam isso. Fiz reunião e a diretoria está desde o final de abril me negando a assinatura dessas atas. Abro reclamação, eles fecham falando que foi finalizado, e não foi", afirma.
As atas citadas foram assinadas pelo pai da menina na terça-feira (2), conforme a família. As datas dos documentos são 29 de abril e 6 de maio deste ano.
Providências legais
A mãe registrou boletim de ocorrência na DDM, onde o caso é investigado. A criança passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A denúncia também foi feita ao Conselho Tutelar.
O que dizem os envolvidos
A mãe tentou contato com os responsáveis pelo outro aluno, mas eles negam que a criança tenha cometido as agressões. "Alegam que a escola fala que ele reproduz comportamento de outro aluno, mas a escola sempre comunica que foi um 'colega', sem citar nome", afirma.
Ela acrescenta: "Nas primeiras agressões, tentei contato com a mãe, mas sem sucesso. Ele agride as crianças física, oral e psicologicamente, com xingamentos que não são habituais de uma criança. Para cada aluno, ele tem uma ofensa".
A Polícia Civil não informou detalhes por envolver menores. O Conselho Tutelar informou que acompanha o caso desde a última semana e que já aplica medidas de proteção, mas não pode dar mais informações devido ao sigilo.
O Sesi de Presidente Prudente – Parque Furquim, onde ocorreram os fatos, informou em nota que está acompanhando a situação com atenção e sensibilidade. A gestão escolar está em contato direto com os familiares e, desde o primeiro registro, adotou medidas pedagógicas, promovendo orientação, diálogo e acompanhamento dos estudantes, respeitando a faixa etária e o Estatuto da Criança e do Adolescente. A unidade reforçou o compromisso com a proteção integral dos alunos e disse que segue à disposição dos órgãos competentes e das famílias.



