Médica agredida por acompanhante após reclamação de demora em Juiz de Fora
Médica agredida por acompanhante em Juiz de Fora

A noite de terça-feira (28) foi marcada por mais um episódio de violência contra profissionais de saúde em Juiz de Fora. Uma médica que estava em plantão na unidade Regional Leste foi agredida por uma acompanhante de paciente. De acordo com a prefeitura, a agressora reclamava que esperava havia uma hora pelo atendimento.

Agressão e intervenção da segurança

O ataque ocorreu durante o expediente na Regional Leste, localizada na Zona Leste da cidade. Um agente de segurança da unidade agiu rapidamente para proteger a médica das agressões, contendo a acompanhante. Em seguida, a Guarda Municipal foi acionada e deteve a suspeita, que foi encaminhada à delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

A prefeitura informou, por meio de nota, que a direção da unidade está prestando todo o apoio necessário à servidora agredida. "A direção da unidade presta apoio à servidora", afirmou o comunicado. A administração municipal também reforçou a importância de denúncias contra atos de violência no ambiente de trabalho.

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Registro policial e investigação

A TV Integração tentou obter informações sobre o andamento do caso junto à Polícia Civil. A produção foi informada de que a ocorrência não foi encontrada no sistema policial, o que gerou dúvidas sobre a confirmação do flagrante ou a liberação da suspeita. A polícia não forneceu mais detalhes até o momento.

Histórico de violência contra profissionais de saúde em Juiz de Fora

O caso da médica da Regional Leste não é isolado. Juiz de Fora tem registrado diversos episódios de agressão contra trabalhadores da saúde nos últimos anos. Em 2025, uma médica foi atingida por uma pedra enquanto realizava atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Furtado de Menezes. Já em 2026, um médico foi agredido por um paciente na UBS São Benedito. No mesmo ano, uma técnica de enfermagem sofreu agressões no Hospital de Pronto-Socorro (HPS). Além disso, houve ameaças em outras unidades de saúde, demonstrando um padrão preocupante de desrespeito e violência.

Em outra ocasião, um enfermeiro denunciou agressão verbal durante atendimento em uma UBS da cidade: "Fui chamado de animal e de jumento", relatou o profissional. Em um caso ainda mais grave, uma médica agredida por paciente sofreu traumatismo craniano, conforme noticiado anteriormente: "Foi muito chute na cabeça e no tórax", descreveu a vítima. Esses episódios levaram médicos de UBSs a paralisarem os atendimentos em protesto contra a falta de segurança.

Impacto e medidas de segurança

A violência contra profissionais de saúde gera consequências não apenas para as vítimas diretas, mas também para a qualidade do atendimento à população. O medo e a insegurança podem levar à redução da eficiência e até mesmo ao afastamento de profissionais. A prefeitura, em nota, não detalhou novas medidas de segurança, mas reforçou que a direção da Regional Leste está acompanhando o caso de perto.

A Guarda Municipal e a Polícia Civil devem investigar a ocorrência, que, segundo a prefeitura, foi registrada. A expectativa é que a suspeita responda por agressão e, se condenada, possa sofrer as sanções cabíveis. Entretanto, a dificuldade em localizar o registro no sistema policial levanta questionamentos sobre a eficácia do processo.

A população de Juiz de Fora e a classe médica aguardam posicionamentos mais concretos das autoridades para evitar que novos casos ocorram. A violência contra quem cuida da saúde de todos não pode ser tolerada.

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