Loja da estilista Kelly Kim é assaltada pela 2ª vez em julho
Loja de Kelly Kim assaltada duas vezes em julho

A estilista Kelly Kim, fundadora da marca de roupas Calma, usou as redes sociais para desabafar após sua loja física na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, ser alvo de ladrões pela segunda vez apenas no mês de julho. A invasão ocorreu na madrugada de quarta-feira, 29 de julho. Kelly, que construiu a marca com o marido em 2018, é conhecida por seu estilo confortável e peças sem gênero, com estampas vibrantes, e já vestiu artistas como Iza, Pitty, Manu Gavassi e Cleo Pires.

Detalhes do assalto e reação da estilista

Segundo Kelly, dois policiais a informaram sobre a invasão por volta das 4h30 da madrugada. "Quando chegamos, a cena era a que ninguém quer ver: porta arrombada, vários policiais no local, a sensação de impotência. O mais difícil é que não foi a primeira vez. Só neste mês, isso já aconteceu duas vezes", desabafou a estilista em seu perfil no Instagram. Ela não detalhou o que foi levado nem o prejuízo total, mas ressaltou que o episódio agravou um período já difícil para o negócio.

Contexto de dificuldades financeiras

Kelly revelou que a empresa enfrenta uma série de reveses. "Ano passado, sofremos um golpe que mudou completamente a nossa vida. As vendas caíram muito não só para mim, mas para muita gente. Tive que sair da fábrica, mudar toda a estrutura do negócio, mudar de casa. Antes disso, já tínhamos enfrentado outro golpe, de um banco digital, que descapitalizou a empresa", contou. Apesar dos obstáculos, a estilista afirma que tenta manter uma atitude positiva, mas admite o cansaço: "Todo mundo feliz, viajando, vivendo o melhor momento da vida. Mas a realidade de quem empreende está longe disso. É luta diária, insegurança, medo, desgaste. E eu estou muito cansada".

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Bazar para continuar a marca

Para superar as dificuldades, Kelly anunciou que realizará um bazar no dia 8 de agosto, com o objetivo de arrecadar fundos e manter a Calma ativa. "Nesse bazar vai ter bastante coisa do escritório, peças da Calma, todo o meu acervo. As estampas que eu guardei como acervo e não tenho mais onde colocar. Vou vender tudo o que tenho para continuar", afirmou em vídeo. A estilista destacou que, apesar de tudo, não desistirá da moda porque acredita no que construiu.

Resposta das autoridades

O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para obter informações sobre o boletim de ocorrência e possíveis prisões, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem. A loja da Calma na Barra Funda segue operando, com a equipe se preparando para o bazar beneficente.

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