O locutor Célio Pereira da Silva, de 66 anos, foi morto a facada em Cromínia, na região sul de Goiás, após o ex-companheiro de sua namorada invadir a casa onde o casal estava, na zona rural da cidade. O delegado responsável pelo caso, Leylton Barros, confirmou que o suspeito, que já tinha passagem por violência doméstica contra a mulher, invadiu a propriedade e atingiu o locutor com um golpe de faca.
Detalhes do crime
“Ele invadiu a propriedade rural onde as vítimas estavam e desferiu um golpe de faca no locutor. Ainda houve uma luta corporal com a companheira, ela foi agredida também”, detalhou o delegado em entrevista à TV Anhanguera. A namorada de Célio também ficou ferida e foi encaminhada ao hospital; o g1 não conseguiu atualizar o estado de saúde dela.
A Polícia Civil suspeita que o homem tenha planejado o crime. A identidade do suspeito não foi divulgada, e até a última atualização desta reportagem ele ainda não havia sido preso. O delegado contou que o investigado já tinha histórico de violência doméstica: “Ele havia agredido e ofendido verbalmente a sua companheira e, em razão disso, foi decretada medidas protetivas, as quais ele descumpriu. Ele permaneceu por alguns meses na cadeia. Ele saiu da cadeia e tomou conhecimento que a companheira estava se relacionando com uma nova pessoa, que seria esse locutor, e planejou esse crime”, destacou.
Comoção e homenagens
A morte de Célio, que trabalhava como locutor na Rádio Fênix, gerou comoção na região. Em nota, a Prefeitura de Pontalina se solidarizou com familiares e amigos, “rogando a Deus que conceda força, conforto e serenidade a todos para enfrentar esta irreparável perda”.
O colega de profissão Paulo César da Cruz lamentou a perda em entrevista à TV Anhanguera: “O cara estava sempre brincando, sempre alegre, festejando, tanto é que até a vinheta dele fala: ‘Célio Silva, a alegria do seu rádio’. Onde passava, ele levava alegria. Até quando estava tendo um dia ruim, meio chateado com alguma coisa, ele entrava no rádio e se transformava”, relatou.
Investigação e contexto
O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás, que trabalha com a hipótese de crime premeditado. O suspeito já havia descumprido medidas protetivas e ficou preso por alguns meses, o que reforça a gravidade da situação. A comunidade local está abalada, e amigos e familiares prestam homenagens nas redes sociais.



