Invasor do Fórum de Varginha morre após ser baleado em hospital
Invasor de Fórum em Varginha morre baleado em hospital

Patrick de Paula Gomes, de 36 anos, morreu na tarde de sexta-feira (31) no Pronto Atendimento do Hospital Bom Pastor, em Varginha, após ser baleado por um policial militar. Ele estava sob custódia da Polícia Militar desde o início da tarde, quando invadiu o Fórum da Comarca de Varginha. De acordo com a PM, durante o atendimento médico, o homem se apoderou de uma tesoura e passou a ameaçar os agentes, o que levou à reação dos militares.

Invasão ao Fórum da Comarca

O caso começou por volta das 12h30, quando o homem invadiu o perímetro externo do Fórum da Comarca de Varginha. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), ele pulou os gradis de proteção e danificou o vidro de uma porta, sofrendo ferimentos em diferentes partes do corpo. O acionamento dos protocolos de segurança foi imediato: os vigilantes do Fórum contiveram e isolaram o invasor até a chegada da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O 24º Batalhão de Polícia Militar foi acionado por volta das 12h25 para atender a ocorrência. No local, os policiais encontraram um homem que estaria de posse de uma faca e que teria danificado algumas portas do Fórum. Testemunhas disseram que ele afirmava que iria atentar contra a própria vida. Após uma negociação, o invasor teria se entregado e foi conduzido pelas equipes policiais a um posto de saúde.

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Quando os militares chegaram ao Fórum, constataram que o homem já apresentava um corte no braço esquerdo, resultado da quebra da porta de vidro. Ele recebeu os primeiros socorros ainda no local e, em seguida, foi encaminhado ao Hospital Bom Pastor, na região central da cidade.

Tentativa de agressão no hospital

No hospital, a situação se agravou. Durante o atendimento médico, o homem se apoderou de uma tesoura e passou a investir contra os policiais militares que faziam a custódia. A equipe policial determinou, por diversas vezes, que ele soltasse o objeto, mas o homem não obedeceu.

Em nota, o 24º Batalhão de Polícia Militar afirmou que, diante da agressão iminente, foi empregada a Pistola de Emissão de Impulsos Elétricos, conhecida como taser. O equipamento, no entanto, se mostrou insuficiente para cessar a tentativa de agressão. Com o objetivo de preservar a integridade física da equipe policial, dos profissionais de saúde e das demais pessoas que estavam no ambiente hospitalar, e diante da continuidade da ameaça, os militares fizeram uso de arma de fogo, de acordo com a nota.

"Diante da agressão iminente, a Pistola de Emissão de Impulsos Elétricos foi empregada, medida que se mostrou insuficiente para cessar a injusta tentativa de agressão. Com o objetivo de preservar a integridade física da equipe policial, dos profissionais de saúde e das demais pessoas que se encontravam no ambiente hospitalar, e diante da continuidade da ameaça, os militares, em ação de defesa, fizeram o emprego de arma de fogo, cessando a postura agressiva do cidadão", diz a PM na nota.

O homem foi socorrido pelos próprios profissionais do hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Judiciária Militar foi acionada e está tomando as providências, conforme os protocolos institucionais da corporação.

Quem era o homem

Patrick de Paula Gomes, de 36 anos, possuía um longo histórico criminal. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele tinha ao menos 10 passagens pelo sistema prisional desde abril de 2010. A última admissão foi no presídio de Varginha, entre os dias 18/9/2024 e 10/7/2026, quando, por determinação judicial, passou a ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Patrick respondia por diversos processos pelos crimes de furto e roubo. O TJMG não descartou a possibilidade de existirem outras ações em segredo de Justiça ou ainda processos em outros estados ou esferas da Justiça.

A Polícia Militar complementou que Gomes tinha envolvimento em diversas ocorrências, com registros de roubo, furto, lesão corporal, agressão e porte ilegal de arma branca. O caso segue sob investigação da Polícia Judiciária Militar, que deverá ouvir os envolvidos e analisar as circunstâncias do disparo.

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