A Polícia Civil de Minas Gerais abriu investigação contra uma influenciadora digital de Belo Horizonte após a divulgação de vídeos em suas redes sociais nos quais ela aparece ameaçando e xingando a própria filha, de apenas 3 anos. As imagens geraram grande repercussão e levaram o Conselho Tutelar da Regional Barreiro a intervir, retirando a criança e sua irmã, de 10 meses, da convivência com a mãe. As meninas foram entregues aos cuidados da avó, mediante termo de responsabilidade.
Conteúdo dos vídeos e medidas protetivas
Nas gravações, a influenciadora é vista utilizando linguagem agressiva contra a filha mais velha. Em um dos trechos, ela joga um objeto em direção à criança e profere xingamentos. Em outro momento, ordena que a menina “cale a boca” e ameaça “socar a cara” dela. As imagens foram amplamente compartilhadas e geraram indignação entre seguidores e entidades de proteção à infância.
O Conselho Tutelar informou que, após tomar conhecimento do caso, agiu rapidamente para garantir a segurança das crianças. “As menores foram entregues à avó mediante termo de responsabilidade e o caso foi encaminhado à Vara da Infância e da Juventude, que dará continuidade às medidas cabíveis”, disse o órgão em nota. A Polícia Civil também se manifestou, confirmando a abertura de inquérito para apurar os fatos.
Defesa da influenciadora
Após a repercussão negativa, a influenciadora publicou um vídeo de pronunciamento em suas redes sociais, no qual nega as agressões. “Vocês não podem pegar um corte de um vídeo e postar como se fosse aquilo, porque vocês não têm prova, porque não aconteceu. Eu jamais jogaria uma palavra tão pesada dessa contra a vida das minhas filhas. Eu xinguei, foi a situação, sabe quando você está estressada? Não posso aceitar as pessoas virem me atacar de uma coisa, tipo assim, que não é verdade”, afirmou.
A defesa da influenciadora ainda não se manifestou oficialmente sobre o inquérito policial. O caso segue sob investigação, e a Vara da Infância e da Juventude deverá avaliar a situação familiar e determinar as providências legais para proteção das crianças.



