Incêndio em Araguaína: polícia investiga morte de padrasto e enteada
Incêndio em Araguaína: polícia investiga mortes

A Polícia Civil investiga o incêndio que resultou na morte de Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, e sua enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, em Araguaína, norte do Tocantins. O caso ocorreu no dia 3 deste mês e chocou a comunidade local. Ivano possuía um histórico criminal extenso, com condenações anteriores por crimes graves.

Histórico de crimes de Ivano Vaz Cunha

Em 2007, Ivano, então motorista de carreta, atropelou e matou uma pessoa no setor JK, em Araguaína, fugindo sem prestar socorro. A perícia apontou que a vítima foi atingida pelo pneu traseiro do veículo. Ivano alegou medo de linchamento como justificativa para a fuga. O caso gerou um processo que se arrastou por anos, com audiências até 2025.

Em novembro de 2009, Ivano estuprou e asfixiou sua enteada Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos. Para ocultar o crime, ele ateou fogo ao corpo da jovem e à residência da família. O delegado Silneyr Deófanes de Castro informou que Ivano se apresentou a uma emissora de TV local horas após o crime, sendo preso pela Polícia Civil.

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Em maio de 2011, Ivano foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado por estupro, homicídio qualificado e incêndio. A sentença foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Tocantins. Ainda em 2011, ele tentou fugir da unidade prisional.

Em dezembro de 2018, o TJTO concedeu remição de 170 dias da pena por dias trabalhados. Em junho de 2023, Ivano progrediu para o regime semiaberto e passou a usar tornozeleira eletrônica. Em junho de 2024, obteve autorização para trabalho externo como vendedor e motorista, podendo circular pelo Tocantins durante o dia, com recolhimento noturno.

Em dezembro de 2025, Ivano foi condenado a dois anos e oito meses de detenção em regime aberto pelo homicídio culposo de 2007. A pena incluiu suspensão da habilitação por oito meses. O pedido de devolução da CNH foi negado pela Justiça.

O incêndio de junho de 2026

No dia 3 de junho de 2026, por volta das 17h, vizinhos ouviram uma forte explosão em uma residência no setor Lago Azul I, em Araguaína. O incêndio resultante matou Ivano e Laiane. O Corpo de Bombeiros encontrou os corpos carbonizados em um dos quartos: Laiane debaixo de um guarda-roupa e Ivano sobre os destroços de uma cama. Ambos estavam sem roupas na parte inferior do corpo.

A perícia apreendeu um galão com vestígios de gasolina no local, reforçando a suspeita de incêndio criminoso. O material foi enviado para análise. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso, que apresenta semelhanças com o crime de 2009.

Posicionamento da Seciju

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento eletrônico de Ivano cumpria determinação judicial. O benefício de trabalho externo foi autorizado pela Justiça, com obrigações como recolhimento noturno e comunicação de viagens interestaduais. A pasta destacou que todas as violações registradas pela tornozeleira foram comunicadas ao Judiciário, e que a aplicação de punições é prerrogativa dos juízes.

A Seciju reforçou que a Unidade Penal de Araguaína opera regularmente, dentro de sua capacidade.

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