O aposentado Euclides Basto de Sousa, de 69 anos, faleceu nesta terça-feira (28) na Santa Casa de Marília, seis dias após ser brutalmente agredido pelo próprio filho, um adolescente de 15 anos. O crime ocorreu no bairro Altos do Palmital, em Marília (SP), quando Euclides tentou defender a esposa durante uma briga familiar.
Como ocorreram as agressões
Segundo o boletim de ocorrência, o adolescente teve um surto e começou a agredir a mãe, de 65 anos, com socos no rosto e na cabeça. Ao ouvir os gritos, Euclides correu para proteger a mulher, mas também foi atacado com socos na cabeça e no abdômen, caindo desacordado no chão. A irmã do adolescente, chamada pela mãe para ajudar, foi até a residência acompanhada da filha, sobrinha do agressor. Ambas também foram agredidas com socos, chutes e mordidas, conforme relato policial.
Socorro e internação
Após as agressões, Euclides foi socorrido por familiares e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marília. No local, sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimado pela equipe médica. Em estado grave, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Marília, onde permaneceu por seis dias. Apesar dos esforços, não resistiu aos ferimentos e morreu na última terça-feira.
Apreensão do adolescente
Vizinhos que ouviram a confusão acionaram a Polícia Militar. Os agentes encontraram o adolescente sentado em frente à residência, aparentemente tranquilo. Ele foi levado ao Plantão Policial, acompanhado por representantes do Conselho Tutelar. Inicialmente, o caso foi registrado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio contra o pai e ato infracional análogo à lesão corporal qualificada contra a mãe, irmã e sobrinha. A Polícia Civil determinou a apreensão em flagrante e solicitou à Justiça a internação provisória em instituição socioeducativa. Com a morte da vítima, o registro será alterado para ato infracional análogo a homicídio.
Sepultamento e desdobramentos
O corpo de Euclides Basto de Sousa foi sepultado nesta quarta-feira (29) no Cemitério da Saudade, em Marília. A Santa Casa de Marília confirmou a morte e lamentou o ocorrido. A família, abalada, não se pronunciou publicamente. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que agora apura homicídio. A legislação brasileira prevê que adolescentes entre 12 e 17 anos podem cumprir medidas socioeducativas por atos infracionais, incluindo internação de até três anos.



