Na manhã desta quinta-feira (30), um homem de 52 anos foi morto pela Polícia Militar após fazer o próprio filho de 1 ano e 11 meses refém em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A criança foi resgatada ilesa, mas o suspeito, identificado como Gilmar Barreto Borges, não resistiu à intervenção dos militares.
Relato da mãe
Rita Assad, mãe do menino e ex-companheira de Gilmar, relatou à TV Globo os momentos de terror vividos. Segundo ela, Gilmar chegou à sua casa já embriagado, a agrediu diversas vezes e efetuou disparos com uma arma de fogo. Durante a confusão, o filho mais velho do casal conseguiu fugir para a rua, mas o caçula foi levado pelo pai.
"Eu tentei pegar o pequeno, mas ele levou ele para dentro de casa de novo. Ele falava que ia matar o filho e se matar também", descreveu Rita, visivelmente abalada.
Negociações e intervenção policial
Uma vizinha acionou a Polícia Militar após ouvir os disparos. Quando os agentes chegaram ao local, Gilmar já estava armado dentro da residência com a criança. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado para iniciar as negociações.
De acordo com a PM, foram feitas várias tentativas de diálogo, mas o suspeito recusou se render e continuou ameaçando matar o filho e cometer suicídio. Diante do risco iminente à vida da criança, os militares realizaram uma intervenção tática, resultando na morte de Gilmar. O menino foi resgatado sem ferimentos.
Antecedentes de violência
A Polícia Militar informou que Gilmar já possuía registros de ameaça contra Rita. A mãe da criança confirmou que estava separada do agressor e que eles não conviviam mais. O caso reforça a preocupação com a violência doméstica na região, em que situações de crise podem escalar para tragédias como essa.
A ocorrência será investigada pela Polícia Civil, que analisará as circunstâncias da intervenção policial e os antecedentes do suspeito. Rita e as crianças receberam apoio de equipes de assistência social.



