Mais países viram alvo e guerra EUA-Irã ameaça se alastrar
Guerra EUA-Irã ameaça se alastrar para mais países

A guerra indireta entre os Estados Unidos e o Irã está se expandindo para um número crescente de países, transformando o Oriente Médio em um campo de batalha fragmentado. De acordo com relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira, pelo menos 10.732 civis foram mortos ou feridos nos últimos seis meses em ataques atribuídos a forças apoiadas por Teerã ou a bombardeios da coalizão liderada por Washington.

Novos fronts se abrem no Iraque e na Síria

O Iraque tornou-se o epicentro mais recente da tensão. Milícias xiitas ligadas ao Irã intensificaram ataques com drones e foguetes contra bases militares onde tropas americanas estão estacionadas. Em resposta, os EUA realizaram bombardeios de precisão em posições desses grupos na fronteira com a Síria. O governo iraquiano, dividido entre a aliança com Washington e a influência iraniana, tenta mediar, mas sem sucesso.

Na Síria, forças iranianas e da milícia libanesa Hezbollah ampliaram sua presença perto da área controlada por curdos, enquanto aviões israelenses — aliados dos EUA — executam ataques aéreos quase diários contra depósitos de armas e comboios iranianos. “A situação está se deteriorando rapidamente”, afirmou o secretário de Estado americano em entrevista coletiva. “Não podemos permitir que o Irã transforme a região em um barril de pólvora.”

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Iêmen e o papel dos hutis

No Iêmen, o grupo rebelde huti, apoiado pelo Irã, lançou mísseis balísticos contra a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, ambos aliados dos EUA. Em retaliação, a coalizão saudita intensificou os bombardeios na capital Saná. O conflito, que já dura anos, ganhou novo ímpeto com o fornecimento iraniano de drones e mísseis de cruzeiro.

Especialistas temem que a escalada possa arrastar potências regionais como a Turquia e o Paquistão para o confronto. “Estamos vendo uma guerra por procuração que está saindo do controle”, disse um analista do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel. “Cada novo alvo aumenta o risco de um erro de cálculo que leve a um conflito direto entre EUA e Irã.”

Impacto humanitário e econômico

Além das baixas civis, a expansão do conflito agravou a crise humanitária. Mais de 800 mil pessoas foram deslocadas internamente no Iraque e na Síria apenas nos últimos três meses. A ONU alerta que a infraestrutura de saúde e abastecimento de água está colapsando em várias regiões. Economicamente, o preço do petróleo disparou, ultrapassando 130 dólares o barril, afetando mercados globais.

O governo iraniano, por sua vez, acusa os EUA de “terrorismo econômico” e promete retaliar qualquer ação que ameace sua segurança nacional. O Pentágono anunciou o envio de mais 3.000 soldados para o Golfo Pérsico, elevando o contingente americano na região para 80 mil militares.

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