Guarda municipal atira em entregador após discussão de trânsito em São Bernardo
Guarda atira em entregador após briga de trânsito

Um entregador de 22 anos foi baleado pelas costas por um guarda civil municipal na noite de segunda-feira (27) em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, após uma discussão de trânsito. A vítima, que não teve o nome divulgado, permanece internada no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. O autor do disparo, um guarda municipal de 25 anos, alegou legítima defesa e disse que suspeitou que o jovem estivesse armado. A Polícia Civil investiga o caso.

Detalhes da ocorrência

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o crime ocorreu por volta das 19h, na Avenida Senador Vergueiro. Testemunhas relataram que o entregador e o guarda se envolveram em uma discussão após um desentendimento no trânsito. Durante a briga, o guarda sacou a arma e disparou contra o jovem, acertando-o nas costas. O entregador foi socorrido por equipes do Samu e levado ao hospital, onde passou por cirurgia. Seu estado de saúde é estável, mas ainda inspira cuidados.

Versão do guarda e investigação

Em nota, a SSP afirmou que o guarda municipal alegou legítima defesa, pois acreditava que o entregador estava armado. No entanto, nenhuma arma foi encontrada com a vítima. A Polícia Civil já requisitou a perícia na arma do guarda e a análise de câmeras de segurança da região para esclarecer os fatos. O guarda foi afastado de suas funções enquanto durarem as investigações. A Corregedoria da Guarda Civil Municipal também abriu procedimento interno.

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Repercussão e contexto

O caso gerou indignação nas redes sociais e entre entidades de defesa dos direitos humanos. O Sindicato dos Entregadores de São Bernardo do Campo lamentou o ocorrido e pediu investigação rigorosa. Especialistas apontam que casos de violência envolvendo guardas municipais têm se tornado mais frequentes no Brasil. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2025, guardas municipais estiveram envolvidos em pelo menos 15 mortes em todo o país. A SSP reforçou que as investigações serão conduzidas com transparência e que o guarda responderá pelos atos, se comprovado excesso.

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