Golpe da internet barata em Nova Friburgo: cartazes falsos coletam dados
Golpe da internet barata em Nova Friburgo: cartazes falsos

Moradores de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, estão sendo alvo de um golpe que utiliza cartazes espalhados pela cidade prometendo internet por fibra óptica com preços muito abaixo do mercado. A oferta tentadora esconde um esquema criminoso que visa coletar dados pessoais e biométricos das vítimas.

Como funciona o golpe

Os banners, fixados em postes e outros locais públicos, anunciam um plano de internet fibra de 500 megas por apenas R$ 45, com instalação gratuita e "promoção por tempo limitado". O cartaz é simples e artesanal, contendo apenas um número de telefone para contato, sem identificação da empresa ou outras informações sobre o serviço.

A equipe da Inter TV simulou a contratação do plano para entender o esquema. Ao ligar para o número, os supostos atendentes solicitaram dados como CEP, CPF, nome completo e e-mail. Após o envio, um link foi encaminhado para realizar uma suposta biometria facial, necessária para concluir a contratação.

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Página falsa e coleta de dados

A página de biometria tinha identidade visual semelhante à de uma empresa real de tecnologia, identificada como NIO. A suspeita é que as informações coletadas, incluindo imagens faciais, sejam usadas para fraudes financeiras e abertura de serviços em nome das vítimas.

Os golpistas mostraram insistência: após o envio do e-mail, diferentes números ligaram repetidamente para reforçar a necessidade de concluir a biometria. As ligações só cessavam após confirmação de que o procedimento seria feito. As autoridades apuraram que os criminosos usam números de telefone de pessoas já falecidas, dificultando sua identificação.

Ação das autoridades

O caso foi comunicado à 151ª Delegacia de Polícia e ao 11º Batalhão da Polícia Militar. A Prefeitura de Nova Friburgo recolheu cerca de 20 banners instalados irregularmente. A orientação é que moradores desconfiem de ofertas muito abaixo do valor de mercado, evitem fornecer dados pessoais por telefone ou aplicativos e não realizem biometria facial sem certeza da autenticidade da empresa.

O g1 entrou em contato com a empresa NIO sobre o uso de sua identidade visual, mas não obteve retorno até a publicação.

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