Grupo é suspeito de golpe contra vendedores de eletrônicos no DF
Golpe contra vendedores de eletrônicos no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando um grupo suspeito de aplicar estelionatos contra vendedores de celulares, videogames e outros eletrônicos que anunciavam seus produtos em plataformas de compra e venda na internet. De acordo com a corporação, os suspeitos vinham atuando desde 2025. Nesta terça-feira (9), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e uma prisão em flagrante. Dois suspeitos permanecem foragidos.

Como funcionava o esquema

As investigações revelaram que o grupo entrava em contato com os vendedores, agendava encontros presenciais para receber os produtos e efetuava os pagamentos por meio de links vinculados a cartões de crédito de terceiros, pessoas que não estavam envolvidas no esquema. A polícia já identificou mais de 20 ocorrências relacionadas ao mesmo método.

Suspeitos identificados

Os investigados são: Ícaro Presto Negrão Costa, de 21 anos; Rafael Oliveira Kanzler Barbosa, de 22 anos; Jair Henrique Cipriani Vaz; e Eduardo Bonifácio da Rosa. O g1 tenta localizar a defesa dos suspeitos.

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As investigações começaram após o registro de uma ocorrência de uma vítima que anunciou um videogame na OLX. O produto foi entregue pessoalmente ao suspeito, que pagou com cartão. No dia seguinte, a vítima descobriu que o pagamento foi contestado pelo verdadeiro titular do cartão, uma terceira pessoa.

Papéis no grupo

A Polícia Civil afirma que Jair Henrique Cipriani Vaz era o chefe do grupo e responsável pelo contato inicial com as vítimas. Ícaro Presto Negrão Costa e Eduardo Bonifácio da Rosa compareciam aos encontros para receber os eletrônicos. Rafael Oliveira Kanzler Barbosa realizava o suporte operacional e ocultava a identidade dos integrantes do grupo.

As investigações também apontam que os suspeitos utilizavam diversos telefones e nomes falsos para enganar as vítimas. Ícaro Presto Negrão Costa chegou a usar o documento de outra pessoa durante os golpes. Em um dos casos, a vítima questionou um dos investigados, que confessou o crime e afirmou que viajaria com o dinheiro obtido ilegalmente.

Os suspeitos podem responder por organização criminosa e por cada estelionato eletrônico praticado. A OLX foi questionada sobre os golpes, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

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