Gato comunitário morre atropelado e motorista foge em Ribeirão Preto
Gato morre atropelado e motorista foge em Ribeirão Preto

Um gato comunitário chamado Shelby morreu após ser atropelado por um carro na noite de segunda-feira (3), no bairro Paulo Gomes Romeo, zona norte de Ribeirão Preto (SP). O motorista fugiu sem prestar socorro, e uma câmera de segurança registrou toda a cena. Vizinhos afirmam ter anotado a placa do veículo e pretendem registrar boletim de ocorrência.

O atropelamento flagrado por câmera

O acidente ocorreu por volta das 18h30 na Rua Fábio Lélis Valéri. As imagens mostram Shelby atravessando a rua em direção a um casal que chegava ao local de motocicleta. Nesse instante, um carro passou por cima do animal. O homem que estava na moto desceu correndo em direção ao veículo, mas o motorista acelerou e deixou o local sem parar. O gato ficou ferido na via e não resistiu, morrendo no local.

De acordo com informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, os vizinhos disseram que anotaram a placa do carro e pretendem registrar um boletim de ocorrência. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação de registro do BO nem de investigação aberta pela Polícia Civil.

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Shelby era um gato comunitário cuidado por moradores

Segundo a EPTV, Shelby e outros dois gatos eram cuidados pelo casal que aparece nas imagens e por uma moradora da vizinhança. Os moradores dividiam os custos com alimentação e chegaram a construir pequenas casinhas em uma árvore para abrigar os animais. A morte do gato comunitário gerou comoção entre os vizinhos, que agora buscam justiça para o caso.

A vizinhança informou que um boletim de ocorrência será registrado. A fuga do motorista, que não prestou socorro ao animal, é considerada crime ambiental pela legislação brasileira, que prevê punição para maus-tratos a animais, incluindo atropelamento com fuga.

O que diz a lei sobre atropelamento de animais

A Lei Federal nº 9.605/1998, em seu artigo 32, considera crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano, além de multa. No caso de atropelamento de animais, o condutor que foge sem prestar socorro pode ser enquadrado nessa lei, especialmente se houver dolo ou culpa.

Além disso, a fuga do local de acidente com vítima, mesmo que animal, pode configurar omissão de socorro, conforme o Código de Trânsito Brasileiro. O motorista que se envolve em acidente com vítima deve parar e prestar socorro, sob pena de punição.

Como proceder em casos de atropelamento de animais

Em situações como essa, especialistas recomendam que testemunhas registrem um boletim de ocorrência e forneçam o máximo de informações possíveis, como placa do veículo, local e horário do incidente. Imagens de câmeras de segurança são fundamentais para auxiliar na identificação do motorista.

A Polícia Civil pode investigar o caso e, se o motorista for identificado, ele poderá responder criminalmente pelos maus-tratos. A sociedade civil também tem se mobilizado para aumentar a proteção aos animais, com projetos de lei que endurecem as penas para esse tipo de crime.

O caso de Shelby em Ribeirão Preto é mais um exemplo da importância de se respeitar a vida animal e de se responsabilizar por atos que causem sofrimento. A comunidade local espera que o boletim de ocorrência seja registrado e que o motorista seja localizado para responder pelo que fez.

Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil não havia se manifestado sobre o caso.

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