O pré-candidato ao Senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recusou a escolta da Polícia Federal (PF) que lhe era oferecida como medida de segurança, decisão que deixou aliados em estado de alerta. A informação foi divulgada pela coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, e repercutiu nos bastidores políticos.
Decisão surpreende e gera preocupação
Segundo fontes próximas ao parlamentar, Flávio Bolsonaro comunicou à PF que não deseja mais o acompanhamento de agentes federais em seus deslocamentos. A escolta era provida desde que ele e sua família passaram a ser alvos de ameaças, especialmente após o atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018. A recusa pegou de surpresa assessores e correligionários, que temem pela integridade física do pré-candidato.
Aliados ouvidos pela coluna afirmam que a medida é arriscada, dado o histórico de hostilidades contra a família Bolsonaro. “Ele está se expondo desnecessariamente”, disse um parlamentar do PL sob condição de anonimato. A decisão ocorre em meio à pré-campanha para as eleições de 2026, quando Flávio deve disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.
Segurança pública e contexto político
A PF não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas fontes internas confirmaram que a escolta foi oficialmente dispensada. A medida levanta questionamentos sobre a segurança de figuras políticas em um cenário de polarização. Especialistas em segurança pública apontam que a recusa pode ser interpretada como um gesto político, mas alertam para os riscos. “Nenhum político deve abrir mão de proteção em um ambiente tão volátil”, comentou o analista de segurança Paulo Sérgio de Oliveira, da Universidade de Brasília.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, não comentou publicamente a decisão. Sua assessoria limitou-se a informar que o pré-candidato “avaliou os riscos e optou por seguir sem escolta, confiando nas forças de segurança locais”. A declaração, no entanto, não acalmou os aliados, que agora monitoram a situação de perto.
Impacto na pré-campanha
A postura de Flávio pode ter implicações eleitorais. Enquanto alguns veem a atitude como demonstração de coragem, outros a consideram irresponsável. O PL-RJ, partido do pré-candidato, reforçou a segurança em eventos de campanha, mas não substitui a escolta federal. A decisão também reacende o debate sobre o papel da PF na proteção de autoridades, tema que ganhou destaque nos últimos anos.
Até o fechamento desta edição, não havia registro de incidentes envolvendo Flávio Bolsonaro sem a escolta. No entanto, aliados permanecem em alerta, aguardando os próximos passos do pré-candidato.



