A família de Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos, vive dias de angústia à espera da liberação do corpo da jovem, morta após uma Porsche bater contra uma árvore e pegar fogo em Campinas (SP), na sexta-feira (10). Cinco dias após o acidente e sem conseguir realizar o velório, a mãe, Danila Bevilacqua, passou a visitar diariamente o local da tragédia.
Visitas diárias e o 'antiluto'
“Trago flor, trago oração, trago meu coração. Eu tento acalentar o meu coração aqui, pedindo que a gente consiga conceder um descanso para ela diferente”, disse a empresária. As visitas começaram no domingo. “Desde então, estou fazendo visitas diárias neste lugar”, afirmou. A família descreve o período como um 'antiluto', sem poder realizar o velório e o sepultamento.
O acidente e as vítimas
Lívia havia saído de casa para jantar no bar Seo Rosa Gramado e foi buscada pelo motorista da Porsche, Arthur Rodrigues de Souza, de 20 anos. Estudante de medicina da faculdade São Leopoldo Mandic, ele era proprietário e conduzia o veículo. O corpo de Arthur foi sepultado no domingo (12), no Cemitério Municipal de Albertina (MG), onde vivia com os pais. A Polícia Civil confirmou a identidade de Lívia nesta segunda-feira (14) e investiga o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Investigacão e identificação oficial
O homicídio culposo na direção de veículo automotor ocorre quando o motorista causa a morte de alguém sem intenção, por imprudência, negligência ou imperícia, segundo o Código Penal. Mesmo com o nome de Lívia incluído no boletim de ocorrência, a família não entende o motivo do corpo ainda não ter sido liberado. O pai afirmou que apresentou todos os materiais solicitados: “Toda a arcada dentária, fotos dela, filmagem, filmagem do carro, filmagem do local que ela saiu. Tudo, tudo. Tudo o que pediram e o meu DNA. Não tem mais o que fazer”.
Nota da SSP
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a inclusão do nome de Lívia no boletim de ocorrência foi feita com base em elementos de investigação, como informações de familiares e testemunhas, para qualificar o caso. No entanto, esse procedimento não substitui a identificação oficial do corpo. A liberação depende da conclusão da identificação pela Polícia Técnico-Científica, que pode envolver exames papiloscópicos, odontolegais, genéticos ou outros métodos periciais, conforme as condições do corpo.
Detalhes da batida
O acidente ocorreu na noite de sexta-feira (10), no km 93 da Rodovia Francisco Von Zuben (SP-091). Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que o automóvel atinge a árvore e explode. Duas pessoas morreram carbonizadas.



