Um incêndio destruiu completamente a casa da família do agente de portaria Francisco de Assis Almeida de Lima, de 34 anos, no último sábado (18), no bairro Liberdade, região do km 14 da BR-364, em Rio Branco. O fogo começou por volta das 13h, enquanto o imóvel estava vazio. Além de Francisco, moravam na residência sua esposa e as três filhas, de 16, 11 e 5 anos. A suspeita é de que as chamas tenham sido causadas por um curto-circuito, segundo Francisco.
Vizinhos acionaram bombeiros, mas fogo já havia tomado conta
Ao g1, Francisco contou que, quando os vizinhos perceberam o incidente e acionaram o Corpo de Bombeiros, o fogo já havia tomado conta de toda a casa. O agente explicou que havia ido a uma reunião com a filha mais nova, enquanto sua esposa estava na igreja com as outras duas filhas. "Não tinha ninguém em casa. Quem viu foi os vizinhos, que chamaram os bombeiros. Quando o bombeiro chegou, já estava tudo no chão, não tinha mais o que fazer", relatou. Ao receber a notícia, ele correu até o local, mas encontrou a casa praticamente destruída. "Quando eu cheguei, ainda tinha o telhado em cima. O negócio estava feio", relembrou.
Família perdeu todos os bens e mora temporariamente com parentes
A residência era de construção mista, com estrutura de madeira e alvenaria. Sem ter para onde ir, a família passou a morar temporariamente na casa de parentes. "Estamos bem, só meio abalados. Infelizmente, nossa casa pegou fogo. Perdemos tudo, tudo, tudo. Ficamos só com a roupa do corpo, eu, minha esposa e minhas três filhas", disse Francisco.
Entre todas as perdas, a cena que mais marcou Francisco foi ver o sofrimento da filha caçula, de 5 anos, ao ver sua bicicleta sendo consumida pelas chamas. A esposa também perdeu todo o material que havia comprado para iniciar um empreendimento na área da beleza. "Era a bicicleta que ela ia para a escola. Não tinha como salvar porque a quentura não deixava ninguém chegar perto [...] minha esposa já tinha feito os cursos e estava começando na área de cabeleireira. O salão ainda não tinha, mas o material dela estava todo pronto. Perdeu tudo", descreveu com emoção.
Prioridade é reconstruir a casa; comunidade ajuda com doações
De acordo com Francisco, a prioridade da família é reconstruir a casa. Nos últimos dias, amigos e moradores do bairro se mobilizaram e doaram roupas, colchões, camas, fogão e outros utensílios domésticos. Agora, as novas doações são voltadas para a reconstrução. "Material da casa praticamente a gente ainda não conseguiu. Precisamos de cimento, telha, madeira, lajota, essas coisas. A gente tem umas promessas de tijolo, mas é um milheiro, dois milheiros. Não dá para começar e não dá para terminar", explicou. A esperança da família está na solidariedade das pessoas para conseguir reunir os materiais necessários e reconstruir o lar.



