Um familiar de Thiago Cristiano Boch, suspeito de aplicar o chamado 'golpe do amor' em uma moradora de Franca (SP), confirmou em um áudio enviado à vítima que ela não foi a primeira pessoa a sofrer prejuízos com o rapaz. A revelação ocorreu após a auxiliar de laboratório de 36 anos, que afirma ter perdido R$ 15 mil durante o relacionamento, entrar em contato por celular com o parente, que vive no sul do país.
“Ele só usa mentira, tudo que ele fala é mentira, sabe? Tudo enrolação, passa conversa nas mulheres e dá o golpe, pega carro das mulheres e some com os carros das mulheres. É assim que ele faz”, disse o familiar em áudio obtido pela reportagem.
Investigação por estelionato
Thiago Boch é alvo de diferentes denúncias e processos e é investigado pela Polícia Civil em Franca por estelionato. Segundo o Código Penal brasileiro, estelionato ocorre quando uma pessoa obtém vantagem ilícita para si ou para outrem, causando prejuízo a alguém, induzindo ou mantendo a vítima em erro por meio de fraude. A pena prevista é de um a cinco anos de detenção, além de multa.
O g1 entrou em contato com Thiago Boch, mas ele não enviou posicionamento até a última atualização desta reportagem. Até o momento, as autoridades não tinham informação sobre quem é o advogado dele.
Relacionamento começou em aplicativo
A mulher, que preferiu não ser identificada, conheceu Thiago em um aplicativo de relacionamento e começou a se envolver em abril, depois que ele se mudou para Franca para trabalhar em uma churrascaria. Ela conta que chegou a acreditar que o relacionamento era sério, a ponto de apresentá-lo à família.
A auxiliar de laboratório fez empréstimos ao namorado, alugou um carro para ele trabalhar e permitiu que ele pagasse contas com o celular dela, sob a promessa de ser reembolsada com um suposto dinheiro de uma herança. No entanto, passou a desconfiar do comportamento do suspeito.
Descoberta durante viagem ao Paraná
A desconfiança aumentou durante uma viagem de Dia dos Namorados ao Paraná, onde a vítima relatou que foi deixada sozinha no hotel durante a madrugada. Após essa viagem, ela pesquisou o sobrenome tatuado no braço de Thiago e descobriu que ele havia feito outras vítimas em diferentes estados.
Ela não se encontrou mais com o suspeito e o denunciou à Polícia Civil. A vítima afirma ainda que, antes de terminar o namoro, conseguiu reaver o carro que havia alugado para ele trabalhar. Recentemente, o suspeito enviou uma mensagem a ela reclamando da repercussão das denúncias.



