Falso médico é preso suspeito de causar lesão grave a paciente
A Polícia Civil de Goiás, com apoio da Polícia Federal, prendeu Sebastião Rodrigues da Silva Júnior, conhecido como Júnior Rodrigues, suspeito de causar lesão corporal grave em uma paciente de Goiânia. A prisão ocorreu na cidade de Guarulhos, em São Paulo, quando ele tentava embarcar para o Paraná. Ele possui uma clínica em Foz do Iguaçu.
Antes da prisão, Júnior Rodrigues publicou em seu perfil no Instagram uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual aparece uniformizado e algemado, acompanhado de dois policiais civis. Na legenda, ele ironizava: "Urgente. Dr. Júnior Rodrigues é detido após ensinar técnica que faz profissionais comuns cobrarem até R$ 15 mil por um único atendimento estético - usando um método que custa 5 vezes menos que o mercado". A publicação foi feita no dia 21 de maio.
Investigação e defesa
O g1 entrou em contato com a defesa de Júnior, representada pelo advogado Helton Moreira Gonçalves, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A polícia investiga a suspeita de lesão corporal grave, além da venda de cursos estéticos sem a devida qualificação profissional.
Júnior Rodrigues se apresenta nas redes sociais como formado no Paraguai e como biomédico esteta, termo usado por profissionais da área com especialização em estética. No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM) confirmou que ele não possui registro no Brasil. O CFM esclareceu que médicos formados no exterior precisam revalidar seus diplomas por meio do exame Revalida ou em universidades federais credenciadas.
O g1 também solicitou informações ao Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e ao Conselho Regional de Enfermagem de Goiás sobre o registro de Júnior, mas não obteve respostas. O Conselho Regional de Enfermagem informou que ele não possui registro na profissão.
Procedimentos estéticos e riscos
O caso levanta alerta sobre os riscos de procedimentos estéticos realizados por profissionais não habilitados. Júnior Rodrigues, que oferecia técnicas com custos reduzidos, pode ter causado danos permanentes à saúde da paciente. A polícia continua as investigações para identificar outras possíveis vítimas.



