Um homem foi preso em flagrante no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, suspeito de exercer ilegalmente a profissão de cirurgião-dentista. A prisão ocorreu durante uma operação da 23ª Delegacia de Polícia (DP), que investigava denúncias de que o suspeito atendia pacientes sem qualquer formação ou registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO).
Flagrante durante atendimento
No momento em que os policiais chegaram ao consultório, o falso dentista estava realizando um procedimento em uma paciente. Ela havia pagado R$ 2,3 mil por uma série de tratamentos odontológicos. A vítima, que não teve a identidade revelada, afirmou à polícia que acreditava estar sendo atendida por um profissional habilitado.
Segundo a polícia, o suspeito confessou que não possuía qualquer formação na área odontológica. Ele foi autuado por estelionato e por exercício ilegal da profissão, podendo responder também por outros crimes relacionados à saúde pública.
Medicamentos vencidos apreendidos
Durante as diligências, os agentes encontraram no consultório medicamentos com prazo de validade vencido, além de materiais odontológicos de procedência duvidosa. Os itens foram apreendidos e encaminhados para perícia. A polícia investiga se os produtos eram reutilizados ou se representavam risco à saúde dos pacientes.
A operação faz parte de um esforço da 23ª DP para coibir a atuação de falsos profissionais na região. De acordo com o delegado responsável, a clínica funcionava de forma clandestina, sem alvará ou qualquer licença sanitária.
Riscos para a saúde
A prática de falsos dentistas é considerada extremamente perigosa, pois pode expor os pacientes a infecções, contaminação e procedimentos mal executados. A falta de esterilização adequada e o uso de materiais vencidos aumentam o risco de doenças como hepatite e HIV.
A polícia recomenda que os pacientes sempre verifiquem o registro do profissional no CRO antes de realizar qualquer tratamento. O suspeito permanece preso à disposição da Justiça, e o caso será encaminhado ao Ministério Público.
Prejuízo financeiro e emocional
Além do risco à saúde, a vítima sofreu prejuízo financeiro de R$ 2,3 mil. A polícia orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar queixa. O falso dentista pode pegar até cinco anos de prisão, podendo a pena ser aumentada devido ao uso de produtos vencidos.



