Um homem de 27 anos, com 18 boletins de ocorrência e passagens por violência doméstica, roubo, tráfico de drogas e receptação, é suspeito de tentar matar a ex-companheira com um facão no bairro Vila Garrido, em Vila Velha, na Grande Vitória, na noite desta terça-feira (30). Segundo a Polícia Militar, o suspeito, identificado como Walmir Cardoso Lopes, fugiu após as ameaças e não havia sido localizado até a manhã desta quarta-feira (1º).
Vítima relata perseguição e medo constante
De acordo com a vítima, o relacionamento terminou há cerca de um ano, mas o homem continua perseguindo e fazendo ameaças. Ela contou aos policiais que já foi agredida outras vezes pelo ex-companheiro. “Eu cheguei em casa e meus vizinhos falaram que ele tinha ido lá. Depois de 20 minutos, ele apareceu de novo com um facão na mão. Ele ia bater na minha cabeça, mas meu companheiro pegou o facão dele. Ele fugiu, mas disse que ia matar a gente hoje”, relatou a mulher.
A vítima afirmou que o suspeito já chegou a ficar preso por um mês, mas foi solto e voltou a ameaçá-la. “Ele me agredia com pauladas, com o que estivesse na mão. Da última vez, foi com uma metralhadora. Eu fico com medo de ele me encontrar em algum lugar e fazer alguma covardia sem eu esperar”, desabafou.
Histórico criminal e medidas legais
Walmir Cardoso Lopes acumula 18 boletins de ocorrência e já foi preso por violência doméstica. Ele não podia se aproximar da ex, mas, segundo o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a liberdade provisória do suspeito foi concedida porque a vítima pediu a revogação da medida protetiva que havia solicitado contra ele. A Secretaria Estadual de Justiça informou que o homem deixou a prisão em fevereiro.
Mesmo em liberdade, o investigado deve comparecer periodicamente à Justiça para informar suas atividades, está proibido de frequentar determinados locais e de manter contato com a vítima. Além disso, não pode deixar a comarca onde o processo tramita sem autorização judicial e deverá permanecer à disposição da Justiça durante a investigação e o andamento da ação penal.
Investigação em andamento
Segundo a Polícia Civil, a mulher representou criminalmente contra o suspeito, e o caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Até a manhã desta quarta, o suspeito não havia sido localizado.



