O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por supostos vínculos financeiros com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas, divulgadas nesta quarta-feira, visam congelar ativos e proibir transações com entidades americanas, como parte do esforço de combate ao crime transnacional.
Lista de sancionados
Entre os indivíduos sancionados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como operador financeiro do PCC. Também foram incluídas a Victory Trading, empresa de fachada supostamente usada para lavagem de dinheiro, e outras duas companhias brasileiras não identificadas oficialmente. A empresa portuguesa, cujo nome não foi divulgado, teria atuado como intermediária em transações ilícitas.
Impacto das sanções
As sanções bloqueiam qualquer ativo que os sancionados possuam sob jurisdição americana e proíbem cidadãos ou empresas dos EUA de realizar negócios com eles. Segundo o Tesouro, a ação "interrompe redes de apoio financeiro que alimentam a violência do PCC". A facção, considerada uma das maiores organizações criminosas do Brasil, tem expandido suas operações internacionais, especialmente no tráfico de drogas e armas.
"Essas sanções demonstram nosso compromisso em combater o crime organizado transnacional e proteger o sistema financeiro internacional", afirmou um porta-voz do Departamento do Tesouro, em nota oficial.
Contexto
O PCC, fundado em 1993 em São Paulo, controla rotas do tráfico de drogas e armas, além de praticar lavagem de dinheiro em vários países. Os EUA já haviam sancionado outros membros e empresas ligadas à facção em 2023. A nova rodada de sanções reforça a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime, embora o governo brasileiro não tenha se manifestado oficialmente sobre o caso.



