A região de Piracicaba (SP) registrou uma vítima de estelionato a cada nove minutos, em média, nos primeiros três meses de 2026, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública. Os aposentados foram os principais alvos, com uma ocorrência registrada a cada hora. O advogado criminalista doutor Haroldo Cardella explicou que a preferência pelos idosos se deve à renda fixa mensal e à vulnerabilidade digital.
Crescimento alarmante
Os registros de estelionato na região cresceram 39,7% em três anos: de 35.562 boletins em 2022 para 49.683 em 2025. Até março de 2026, foram 13,6 mil casos. O levantamento mostra os aposentados como principais vítimas, seguidos por autônomos (655), empresários (610), advogados (534) e professores (428).
Migração para o digital
Cardella atribui o aumento à migração dos criminosos para o ambiente digital após a pandemia, usando internet, redes sociais e aplicativos de mensagens. Eles simulam situações reais, como falsos sequestros ou familiares em apuros.
Prejuízos e processos judiciais
Fraudes têm gerado perdas altas. O empresário Ricardo Pereira teve cartão clonado após entrega, com gasto indevido de quase R$ 30 mil. O soldador Edmilson de Souza perdeu R$ 60 mil em 2021 com golpe da Caixa Econômica Federal, sem ressarcimento até a terceira instância.



