A Polícia Federal (PF) apreendeu na última quarta-feira, 8, a espingarda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estava customizada com a bandeira do Brasil. A arma, um presente de um fabricante de armamentos, estava na empresa em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e nunca foi retirada pelo ex-mandatário.
Determinação do STF e contexto da apreensão
A apreensão ocorreu após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a apreensão de todas as armas registradas em nome de Jair Bolsonaro. A medida foi motivada pela descoberta de uma pistola do ex-presidente com um de seus seguranças durante uma blitz policial em Brasília, no dia 16 de junho. A espingarda personalizada era a última arma de Bolsonaro que ainda não havia sido recolhida pela PF.
Detalhes da arma e colaboração da empresa
A espingarda, modelo Maestro Arms Company, havia sido dada ao ex-presidente em 2022 e transferida para seu nome no Sistema Nacional de Armas. No entanto, Bolsonaro nunca buscou o presente no Rio Grande do Sul. A defesa de Bolsonaro informou ao STF que a arma estava com a empresa, mas não forneceu a localização exata nem a documentação comprobatória. Segundo a PF, o representante da empresa demonstrou “boa-fé e pleno intento de colaborar com a Justiça” e solicitou que a corporação buscasse o armamento em sua casa.
Descrição da espingarda e próximos passos
A foto da espingarda foi anexada a um documento enviado pela PF ao STF. O delegado responsável pela apreensão descreveu: “A arma encontrava-se acondicionada em um case, acompanhada de carregadores desmuniciados, apresentando customização estética com as cores da bandeira nacional e a inscrição ‘Ordem e Progresso’”. A apreensão encerra o cumprimento da ordem judicial de recolhimento de todas as armas de Bolsonaro.



