Entregador morto em assalto em Tarabai; suspeito preso
Entregador morto em assalto em Tarabai; suspeito preso

Um entregador de lanches de 43 anos foi morto a tiros durante um assalto na noite de domingo (14) em Tarabai, no interior de São Paulo. Um homem de 29 anos foi preso suspeito de participação no crime, enquanto outro envolvido é procurado pela polícia. Este é o primeiro caso de latrocínio no Oeste Paulista em 2026.

O crime

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi atraída pelos criminosos após um pedido de dois lanches e um refrigerante ser feito usando o celular de um dos suspeitos. O pagamento foi realizado por Pix em nome dele. O entregador recebeu orientação para avisar quando saísse para a entrega, que seria em uma área rural e afastada. A saída ocorreu às 21h31. No local, ele foi emboscado e morto a tiros.

Diante da demora no retorno, outro funcionário da lanchonete foi ao local da entrega por volta das 22h20 e encontrou o entregador caído no chão. A motocicleta não estava mais lá. A vítima foi identificada como José Francisco Neto Bezerra.

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Investigação

Com as informações do pedido e do pagamento, policiais militares identificaram que o possível autor seria morador de Sandovalina, cidade a pouco mais de 35 quilômetros de Tarabai. Após buscas, o suspeito foi localizado, preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. A polícia pediu a manutenção da prisão, alegando a gravidade do caso e o risco de prejuízo às investigações. O outro suspeito já foi identificado, mas segue foragido.

O celular apreendido com o homem preso será analisado pela investigação. Segundo a Polícia Civil, o aparelho pode ajudar a esclarecer se outras pessoas participaram do crime e reforçar a linha de investigação de que a ação foi premeditada. O caso foi registrado como roubo seguido de morte e segue sendo investigado pela Polícia Civil de Tarabai.

Contradições no depoimento

Em depoimento à polícia, o homem preso afirmou que foi até Tarabai acompanhado de um segundo suspeito e alegou inicialmente que apenas dirigia o veículo, enquanto o comparsa buscaria uma motocicleta para retornar ao Paraná. Ainda segundo a polícia, o suspeito disse em um primeiro momento que não sabia que o comparsa estava armado. No entanto, durante o depoimento, mudou a versão e admitiu que tinha conhecimento de que ele carregava um revólver calibre 38.

Durante a conversa com os investigadores, o preso também indicou o local onde a motocicleta roubada da vítima havia sido escondida. O veículo foi encontrado em meio à vegetação, nos fundos de um depósito de materiais ferrosos pertencente ao pai do suspeito, em um esconderijo atrás de um chiqueiro de porcos.

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