Um empresário do ramo de vigilância, de 54 anos, foi preso em flagrante na terça-feira (28) em Juiz de Fora, acusado de violência doméstica e stalking contra a atual companheira e a ex-mulher. A prisão ocorreu após a Polícia Militar ser acionada por denúncia de ameaças.
Detalhes da prisão
Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o homem esteve no local de trabalho da ex-mulher, de 41 anos, fez ameaças de morte e fugiu. A Polícia Militar foi acionada e o localizou com a filha do ex-casal em um carro na avenida Rio Branco, no Centro da cidade. Após a prisão, a Polícia Civil confirmou que ele foi autuado por ameaça no contexto de violência doméstica contra a mulher e por perseguição (stalking). Em seguida, foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), onde permanece preso nesta quinta-feira (30).
Relatos da ex-companheira
Aos policiais, a ex-companheira contou que o ex-marido monitorava suas conversas por meio de aplicativos espiões, utilizava armas de fogo para intimidá-la, prejudicava seu trabalho e fazia ameaças contra a filha. No mesmo dia, ela já havia comparecido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para solicitar auxílio e medidas protetivas de urgência. O stalking, crime de perseguir alguém de forma repetida com ameaça ou intimidação, causa medo e restringe a liberdade da vítima, conforme definido em lei.
Atual companheira em cárcere privado
Após a prisão do empresário, os policiais localizaram a atual companheira, de 57 anos, em um apartamento. À PM, ela disse que vivia sob constante vigilância, com câmeras e sensores de alarme instalados no imóvel, que enviavam notificações ao celular do homem sempre que ela saía de casa. Relatou ainda que estava afastada dos familiares, sofria abuso patrimonial e teve a aposentadoria comprometida depois que o marido pegou empréstimos em nome dela. A situação configurava cárcere privado, segundo a vítima.
Como denunciar violência contra a mulher
As autoridades reforçam a importância de denunciar casos de violência doméstica. Os canais disponíveis incluem: o número 190 da Polícia Militar; o 197 ou a delegacia virtual da Polícia Civil; a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de cada cidade; e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher, do Ministério das Mulheres.



